Manoela Alcântara

Filha de Marielle Franco passa mal no STF após voto de Moraes

Luyara Franco passou mal durante julgamento dos acusados de mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Caso Marielle e Anderson: familiares e ministra concedem coletiva antes do início do julgamento no STF
1 de 1 Caso Marielle e Anderson: familiares e ministra concedem coletiva antes do início do julgamento no STF - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A filha de Marielle Franco, Luyara Franco, passou mal no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Logo após o voto do ministro Alexandre de Moraes para condenar os irmãos Brazão como mandantes da morte da mãe, Luyara precisou ser levada de cadeira de rodas pelos brigadistas.

Muito emocionada, Luyara deixou o plenário para receber atendimento médico. Ela foi encaminhada a uma estrutura montada pela Corte próxima à Turma, destinada a atender casos de mal-estar.

Esta quarta-fir (25/2) marca o segundo dia do julgamento do Caso Marielle. Mais cedo, Marinete da Silva, mãe de Marielle, também passou mal e precisou de atendimento após um pico de pressão alta.

Marinete precisou ser atendida por cerca de 40 minutos do lado de fora do plenário do STF. Conforme apurou a coluna, a pressão dela chegou a 17/12, nível muito acima do considerado ideal. O atendimento foi realizado por brigadistas da Suprema Corte.

Primeiro dia de julgamento

O primeiro dia do julgamento, nessa terça-feira (24/2), ficou marcado pela leitura do relatório, feita pelo próprio relator, além da sustentação do subprocurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, que pediu  a condenação dos cinco réus no processo.

Na sequência, falaram os assistentes de acusação, como o advogado de Fernanda Chaves, única sobrevivente do assassinato, e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que representa a mãe de Marielle, Marinete da Silva.

Os advogados dos réus, dentro do prazo de uma hora cada, também sustentaram perante os quatro ministros do colegiado. Todos defenderam a absolvição dos clientes na ação penal, apontando contradições na delação premiada de Ronnie Lessa, responsável pelos tiros que atingiram Marielle e o motorista Anderson Gomes.

Após Moraes, votarão os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, decana da Turma. Por fim, vota o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma.

O julgamento deve ser concluído nesta quarta. A sessão definirá se Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); o irmão, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; e Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, serão absolvidos ou condenados.

Participações

A Primeira Turma do STF também analisará a participação de Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar do Rio; e de Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, nos crimes. Eles são acusados de ajudar na orquestração dos assassinatos.

O caso é julgado no STF em razão da prerrogativa de foro de Chiquinho Brazão, que exercia mandato de deputado federal quando foi preso pela Polícia Federal, em 2024, na segunda etapa das investigações. Veja quem são os acusados:

Arte com o nome e minibio dos acusados de serem mandates do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

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