
Manoela AlcântaraColunas

Ex-major preso pede para sair de presídio por ter “eleitores” de Lula. Veja vídeo
Em audiência após prisão pela PF, militar afirmou que corre risco de vida e pediu transferência para Bangu 8
atualizado
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O ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros, preso pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira (10/4), disse em audiência de custódia que não quer ficar preso em Benfica (RJ) porque o local tem “eleitores” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o major, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi preso para cumprir pena no âmbito do processo da trama golpista.
Em audiência, Ailton afirmou que corre risco de vida no local onde ficará preso. “Eu peço ao senhor [juiz auxiliar de Moraas] que olhe com carinho e um pedido de urgência, porque aqui onde estou, eu corro risco de vida”, disse o ex-major.
“Meu risco de vida aqui é muito menos em relação a minha condição de ex-militar do que a parte política. O presídio aqui é notadamente conhecido como as pessoas que fazem parte do presídio, como eleitores do atual presidente. Isso aqui me causa sérios problemas. A condição de ex-militar é a que menos pesa”, completou.
Segundo o ex-major, expulso do Exército, ele já foi alvo de agressões dentro do presídio quando esteve preso preventivamente por ordem de Moraes. Com isso, a defesa pediu sua transferência para Bangu 8.
Ailton foi alvo da PF na sexta-feira, na residência onde mora, no Rio de Janeiro. Ele estava em prisão domiciliar.
A coluna tenta contato com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro.






