Manoela Alcântara

Deputado aciona TSE para apurar vazamento do áudio de Flávio a Vorcaro, mas erra nome de ministro

Helio Lopes enviou ao presidente do TSE manifestação de preocupação institucional quanto aos riscos de vazamentos de informações sigilosas

atualizado

metropoles.com

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Imagem colorida msotra o deputado Helio Lopes (PL - RJ) - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida msotra o deputado Helio Lopes (PL - RJ) - Metrópoles - Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (14/5), para pedir investigação do que chamou de “vazamentos seletivos”. O pedido ocorre um dia depois de serem veiculadas conversas do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O deputado bolsonarista pede em ofício endereçado ao ministro-relator do caso no STF, André Mendonça, e ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, a investigação para rastreamento da origem dos vazamentos e “identificação de eventual responsabilidade criminal, funcional ou administrativa”.

Porém, ao citar a gravidade da situação em ano eleitoral, no qual Flávio é pré-candidato à presidência da República, o parlamentar erra o nome do presidente do TSE. No cabeçalho do texto, “Helio Negão”, como é chamado por aliados, chama Kássio de Cássio e prossegue com o pedido:

“Diante da gravidade dos recentes vazamentos de informações sigilosas relacionadas a investigações em curso, venho requerer a adoção imediata de providências para apuração rigorosa da origem das divulgações realizadas publicamente”, disse.

Veja ofício: 

Pedido do deputado Helio Lopes com erro no nome do ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE
Pedido do deputado Helio Lopes com erro no nome do ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE

O parlamentar, diz que o vazamento representa um risco à “estabilidade democrática, para a normalidade do processo eleitoral e para a própria credibilidade das instituições públicas brasileiras”.

“Vazamentos seletivos de informações protegidas por sigilo legal ou judicial possuem elevado potencial de interferência indireta no debate político-eleitoral, especialmente quando divulgados de forma fragmentada, fora do contexto processual adequado e em momentos sensíveis do cenário nacional”, diz o documento.

Defesa da delação de Vorcaro

Antes do vazamento de conversas entre Flávio e Vorcaro, Helio Lopes defendeu “transparência” nas apurações envolvendo o caso Master, especialmente em relação à delação de Daniel Vorcaro.

Em 26 de abril, disse que “o povo brasileiro está cansado de ver investigações avançadas serem travadas por obstáculos invisíveis. Se existem delatores prontos para falar, a justiça precisa agir com celeridade e transparência absoluta”.

Depois, em 7 de maio, celebrou a entrega da delação premiada de Vorcaro à Polícia Federal. “O Brasil exige transparência e a verdade acima de tudo. Não aceitaremos que esquemas obscuros continuem operando nas sombras enquanto o povo paga a conta”, declarou.

“Vorcaro está no centro das relações do poder e tem muito o que falar. É por isso que querem a qualquer custo abafar o escândalo do banco master”, disse em 3 de abril.

Vorcaro e a verba para o filme sobre Bolsonaro

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram pedidos pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.

Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.

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