
Manoela AlcântaraColunas

Defesa do STF e recado a Trump: veja discurso de Lula na íntegra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou durante a abertura do ano Judiciário no STF. Ele defendeu a Corte
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da abertura do ano Judiciário, nesta segunda-feira (2/2). Lula optou por discursar e defender a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) de maneira oficial e institucional. Em seu discurso, ressaltou que os ministros, mesmo diante de pressões de ameaças de morte, mantiveram seus compromissos constitucionais.
“Por agirem de acordo com as leis, ministras e ministros desta Suprema Corte enfrentaram toda sorte de pressões, e até ameaças de morte. Mesmo assim, não fugiram de seu compromisso constitucional”, disse o petista.
Lula prosseguiu: “E reafirmaram que, no Brasil, divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelas leis”.
Após superar as pressões feitas pelos Estados Unidos de taxação e imposição da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, Lula falou diante dos ministros, do procurador-geral da República e dos chefes dos Poderes que “nenhuma nação se constrói sob tutela, e que a democracia brasileira não se curva a pressões e intimidações de quem quer que seja”.
Leia aqui discurso de Lula na íntegra.
Julgamento de Jair Bolsonaro
Logo após, Lula citou o julgamento da trama golpista, ao qual condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão, além de aliados. O petista citou que o julgamento fortaleceu a democracia.
“Os julgamentos e as condenações dos envolvidos fortaleceram a legitimidade democrática, a confiança na justiça, e a ideia fundamental de que nenhuma autoridade está acima da lei. A democracia brasileira saiu desse processo mais forte, mais madura e mais consciente do seu valor. Democracia se constrói com eleições livres, mas se preserva com instituições capazes de defendê-las”, disse Lula.
O petista pontuou, ainda, que uma democracia sólida exige instituições confiáveis e que qualquer tentativa de golpe no futuro será punida com o rigor da lei, assim como ocorreu com o ex-presidente.
“A democracia não é uma fortaleza inexpugnável, imune aos ataques de quem queira destruí-la. A democracia não está pronta. Ela está em permanente construção. E sua manutenção exige, de cada um e de cada uma de nós, compromisso e coragem. Duas qualidades que não nos faltam, e que não faltarão em momentos decisivos de nossa história”, pontuou.













