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Manoela Alcântara

Defesa do STF e recado a Trump: veja discurso de Lula na íntegra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou durante a abertura do ano Judiciário no STF. Ele defendeu a Corte

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
imagem colorida do presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da abertura do ano Judiciário, nesta segunda-feira (2/2). Lula optou por discursar e defender a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) de maneira oficial e institucional. Em seu discurso, ressaltou que os ministros, mesmo diante de pressões de ameaças de morte, mantiveram seus compromissos constitucionais.

“Por agirem de acordo com as leis, ministras e ministros desta Suprema Corte enfrentaram toda sorte de pressões, e até ameaças de morte. Mesmo assim, não fugiram de seu compromisso constitucional”, disse o petista.

Lula prosseguiu: “E reafirmaram que, no Brasil, divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelas leis”.

Após superar as pressões feitas pelos Estados Unidos de taxação e imposição da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, Lula falou diante dos ministros, do procurador-geral da República e dos chefes dos Poderes que “nenhuma nação se constrói sob tutela, e que a democracia brasileira não se curva a pressões e intimidações de quem quer que seja”.

Leia aqui discurso de Lula na íntegra.

Defesa do STF e recado a Trump: veja discurso de Lula na íntegra - destaque galeria
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Presidente Lula na abertura do ano Judiciário no STF
Vice-presidente Geraldo Alckmin na abertura do ano Judiciário no STF
Presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na abertura do ano Judiciário no STF
Ministros do governo Lula Sidônio Palmeira e Gleisi Hoffmann na abertura do ano Judiciário no STF
Ministro da AGU, Jorge Messias,na abertura do Ano Judiciário no STF
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)
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Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Lula na abertura do ano Judiciário no STF
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Presidente Lula na abertura do ano Judiciário no STF

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Vice-presidente Geraldo Alckmin na abertura do ano Judiciário no STF
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Vice-presidente Geraldo Alckmin na abertura do ano Judiciário no STF

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Presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na abertura do ano Judiciário no STF
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Presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na abertura do ano Judiciário no STF

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Ministros do governo Lula Sidônio Palmeira e Gleisi Hoffmann na abertura do ano Judiciário no STF
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Ministros do governo Lula Sidônio Palmeira e Gleisi Hoffmann na abertura do ano Judiciário no STF

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Ministro da AGU, Jorge Messias,na abertura do Ano Judiciário no STF
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Ministro da AGU, Jorge Messias,na abertura do Ano Judiciário no STF

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Barroso na abertura do ano Judiciário no STF
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Barroso na abertura do ano Judiciário no STF

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Julgamento de Jair Bolsonaro

Logo após, Lula citou o julgamento da trama golpista, ao qual condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão, além de aliados. O petista citou que o julgamento fortaleceu a democracia.

“Os julgamentos e as condenações dos envolvidos fortaleceram a legitimidade democrática, a confiança na justiça, e a ideia fundamental de que nenhuma autoridade está acima da lei. A democracia brasileira saiu desse processo mais forte, mais madura e mais consciente do seu valor.  Democracia se constrói com eleições livres, mas se preserva com instituições capazes de defendê-las”, disse Lula.

O petista pontuou, ainda, que uma democracia sólida exige instituições confiáveis e que qualquer tentativa de golpe no futuro será punida com o rigor da lei, assim como ocorreu com o ex-presidente.

“A democracia não é uma fortaleza inexpugnável, imune aos ataques de quem queira destruí-la. A democracia não está pronta. Ela está em permanente construção. E sua manutenção exige, de cada um e de cada uma de nós, compromisso e coragem. Duas qualidades que não nos faltam, e que não faltarão em momentos decisivos de nossa história”, pontuou.