Dark Horse: área técnica do STF indica que caso pode ficar com Mendonça
Parecer da área técnica cita dois processos relacionados ao filme sob relatoria de André Mendonça e fala sobre prevenção

A área técnica do Supremo Tribunal Federal (STF) informou ao ministro Edson Fachin que há dois processos relacionados ao filme Dark Horse sob a relatoria do ministro André Mendonça, o que poderá ser levado em conta na definição da relatoria deste caso.
O parecer foi encaminhado a Fachin na tarde desta quinta-feira (25/6) e trata da notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Embora não indique expressamente que o caso deva ficar com Mendonça, a manifestação aponta que duas petições relacionadas ao filme Dark Horse já foram distribuídas por prevenção ao ministro, circunstância que poderá ser considerada por Fachin na definição da relatoria.
A notícia-crime, que pede à Polícia Federal (PF) a apuração de supostas irregularidades relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse pelo banqueiro Daniel Vorcaro, foi inicialmente protocolada no inquérito que apura suposta coação contra autoridades brasileiras, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Apesar disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se no sentido de que o caso deveria ficar sob a relatoria de Mendonça.
Após a manifestação da PGR, Moraes encaminhou a questão à Presidência do STF para que a Corte defina qual ministro deverá conduzir o caso.
Pedido
O pedido apresentado por Lindbergh busca a inclusão de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no inquérito que investiga suposta coação contra autoridades brasileiras e resultou na condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, há indícios de que recursos inicialmente negociados para financiar a cinebiografia teriam sido remanejados para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A petição afirma que a inclusão de Bolsonaro no inquérito ocorre, “ao menos inicialmente”, por ele ser apontado como beneficiário direto ou indireto dos fatos investigados.
Segundo Lindbergh, tanto o filme quanto a ofensiva internacional conduzida por Eduardo teriam como objetivo reconstruir a imagem política do ex-presidente e pressionar por anistia aos envolvidos na trama golpista.
“A hipótese de conexão com o INQ 4995 surge porque o mesmo núcleo familiar e político que buscava reconstruir a imagem pública de Jair Bolsonaro por meio de obra audiovisual milionária também se encontrava envolvido em atuação internacional para constranger o Supremo Tribunal Federal, deslegitimar o julgamento da tentativa de golpe e impor sanções estrangeiras contra o Brasil”, argumenta Lindbergh na petição.















