
Manoela AlcântaraColunas

CEO da AtlasIntel reage após TSE suspender pesquisa sobre Flávio
Declaração ocorre após o TSE suspender a divulgação de levantamento que indicava queda de Flávio Bolsonaro
atualizado
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O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou nesta segunda-feira (8/6) que o instituto continuará a se consolidar após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a divulgação de uma pesquisa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Conforme mostrou a coluna, o ministro Nunes Marques, presidente do TSE, suspendeu a divulgação do levantamento, veiculado em 19 de maio, por entender que havia indícios de manipulação. A pesquisa apontava queda nas intenções de voto de Flávio, pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Roman reagiu à decisão em publicação no X e afirmou que “muitos tentaram atacar a reputação [da empresa] quando os resultados não lhes convinham”.
“Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orban na Hungria, fomos atacados pela direita. A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo”, escreveu.
O executivo prosseguiu: “A realidade que se impõe hoje é que não existe uma empresa de pesquisa em nível global com a trajetória que a AtlasIntel construiu. Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou ainda mais, e é justamente isso que vai continuar acontecendo”.
Nunes Marques atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Na decisão, o presidente do TSE ressaltou que a controvérsia levantada “não se limita à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da AtlasIntel, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado, especialmente em razão da ordem sequencial das perguntas e do emprego de expressões de carga valorativa negativa”.
Levantamento
O levantamento foi publicado após a divulgação de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com pedido para financiamento do filme Dark Horse.
Em análise preliminar, Nunes Marques considerou que há elementos que indicam indução para a contaminação das respostas, entre eles a divulgação de áudio de investigação.
O presidente do TSE destacou ainda que a concessão da liminar parcial – para suspender a divulgação, o impulsionamento, a republicação ou a manutenção da pesquisa nos canais oficiais da empresa – não indica perigo, caso posteriormente se verifique a regularidade metodológica do levantamento.
“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com o questionário de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, afirmou o ministro na decisão.
Para o ministro, é possível que “a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”. “A controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”, afirmou.
Na decisão, Kassio Nunes Marques analisou que outras 27 pesquisas feitas pela AtlasIntel não apresentaram questionários com perguntas semelhantes ao teor da pesquisa examinada nem veicularam áudio.