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Manoela Alcântara

Caso de Gonet será analisado por Conselhor Superior do MPF nesta sexta

O CSMPF analisa uma notícia de fato sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em processos relacionados ao Banco Master

25/09/2026 03:50
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Procuradoria-Geral da República Paulo Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) analisa, nesta sexta-feira (25/9), uma notícia de fato sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em processos relacionados ao Banco Master, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão começa às 10h.

Os conselheiros analisarão se há elementos suficientes para a abertura de investigação sobre a atuação de Gonet na condução das apurações relativas ao Banco Master, principalmente em relação às petições (PETs) 15.556/DF e 16.662/DF, que contém relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master, que citam o nome de Gonet. 

A reunião ocorre após as menções a Gonet e a foto divulgada na qual o PGR aparece em evento financiado por Vorcaro. O conselho vai analisar se Gonet deveria se declarar suspeito ou impedido para atuar nos casos que envolvem o Master.

Em ofício encaminhado ao subprocurador-geral da República, Francisco de Assis Vieira Sanseverino, Gonet negou veementemente qualquer relação de amizade ou proximidade com Vorcaro.

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“Por questão lógica, já que a especulada suspeição projetaria efeitos sobre a minha atuação nos feitos respectivos, posso afirmar, em termos bastante diretos e simples, que não tenho com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos tenho interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado”, alegou.

Ele afirmou que o único encontro presencial com o banqueiro ocorreu em abril de 2024, durante um evento jurídico público em Londres, no qual participavam diversas outras autoridades públicas.

O PGR, por meio de sua defesa, sustenta que a participação em evento patrocionado por empresário que, posteriormente, se tornou investigado, não é motivo suficiente para a declaração de parcialidade.

Proibidos celulares

Profissionais da imprensa poderão acompanhar a sessão do Conselho, porém, sem celular. Não será permitida a entrada de dispositivos eletrônicos como celulares, notebooks, gravadores ou câmeras dentro do plenário, bem como o consumo de alimentos ou líquidos.

Segundo o MPF, em razão da limitação de espaço, somente profissionais de reportagem poderão acompanhar a sessão no auditório do CSMPF, sem profissionais de imagem.

Prática de crime

Será decidido ainda se o conselho designa um subprocurador-geral da República para apurar a possível prática de crime comum atribuída a Gonet. A escolha de um subprocurador-geral se deve ao fato de essa ser a classe mais alta da carreira no Ministério Público Federal (MPF).

A sessão será conduzida pelo vice-presidente do conselho, subprocurador-geral da República Nicolao Dino. Ele abrirá os trabalhos e passará a palavra ao relator do procedimento, subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino. Em seguida, os conselheiros votarão em ordem inversa de antiguidade.

Compõem o colegiado o procurador-geral e o vice-procurador-geral da República, como membros natos; quatro subprocuradores-gerais eleitos por procuradores de todo o país; e quatro eleitos pelos próprios subprocuradores-gerais.

Os conselheiros têm mandato de dois anos, com direito a uma recondução. O corregedor-geral do MPF também participa das reuniões, mas não tem direito a voto.