Manoela Alcântara

Anielle reage a denúncia da PGR contra Silvio por importunação sexual

Anielle diz que medida é “estímulo” para vítimas denunciarem; PGR denunciou ex-ministro por importunação sexual

atualizado

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1 de 1 imagem colorida mostra ministra da igualdade racial anielle franco - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (foto em destaque), reagiu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) oferecer denúncia contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, acusado de importunação sexual.

Em postagem no X, Anielle não menciona Silvio, mas afirmou que a medida do procurador-geral da República, Paulo Gonet, é “mais uma etapa do reconhecimento da verdade”.

“É também um estímulo para que as mulheres que vivem ou viveram episódios de violência não sofram em silêncio, que denunciem os agressores”, escreveu.

A ministra prosseguiu: “Sigo confiando na justiça e acreditando em todos os esforços do nosso governo, do judiciário, do parlamento e da sociedade para que tenhamos um país livre de violência, onde meninas e mulheres possam ser livres, seguras e viverem em dignidade, sem ter medo de serem quem são, independentemente de onde estejam, de quem sejam ou do cargo que ocupem.”

Conforme mostrou a coluna mais cedo, a denúncia foi oferecida em 4 de março e tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

Gonet afirma no material enviado ao STF que há indícios que sustentam o relato da ministra. Entre os depoimentos está o do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que relatou ter visto Anielle abalada após uma reunião em maio de 2023.

Outros testemunhos, incluindo o da corregedora da PF, Aletea Vega Marona Kunde, e de pessoas próximas à ministra, também foram considerados na investigação.

Procurada, a defesa de Silvio disse que aguarda acesso à denúncia para se manifestar.

Exoneração

Ministro dos Direitos Humanos desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Silvio Almeida foi exonerado do cargo em setembro de 2024 após seu nome ser envolvido em denúncias de assédio sexual e moral.

O ex-ministro foi indiciado pela PF em novembro do ano passado. Se condenado, pode pegar até 10 anos de prisão.

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