Aliados defendem que Ramagem siga caminho de Eduardo por green card
Segundo aliados, ex-deputado pode recorrer ao asilo ou a categorias de imigração por emprego para tentar obter o documento

Aliados do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, atualmente nos Estados Unidos, defendem que o ex-parlamentar faça o mesmo processo que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro adotou para obter um green card.
À coluna, três aliados de primeira ordem de Ramagem relataram que o ex-delegado da Polícia Federal (PF) também pode buscar um caminho para obter o documento e permanecer de forma definitiva nos Estados Unidos.
Um desses aliados subiu o tom e disse que a medida serviria para garantir a permanência dele em solo norte-americano, especialmente após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Com toda certeza [ele deveria pedir]. Se pisar no Brasil, infelizmente, é preso”, disse um aliado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraUm dos caminhos citados pelos aliados é aguardar uma eventual concessão de asilo político nos Estados Unidos. Pela legislação americana, um estrangeiro que obtém asilo pode requerer o green card após um ano na condição de asilado, desde que cumpra os demais requisitos legais.
Para permanecer regularmente no país durante esse período, não é necessário ser proprietário de um imóvel, mas é preciso manter um endereço residencial válido e atualizado junto às autoridades migratórias.
Outra possibilidade seria buscar uma categoria de imigração baseada em emprego. Os aliados também mencionam a EB-1A, a mesma modalidade informada por Eduardo, destinada a pessoas com habilidade extraordinária e que permite ao próprio interessado apresentar o pedido, sem necessidade de patrocínio de um empregador.
A legislação americana também prevê outras categorias de green card por vínculo profissional, desde que o candidato preencha os requisitos específicos de cada modalidade.
Green card
O green card, equivalente ao visto de residência permanente concedido pelo Brasil, garante residência permanente em território norte-americano e permite que estrangeiros vivam, trabalhem e estudem no país por tempo indeterminado. No caso de Eduardo, o benefício também se estende à esposa e aos filhos do ex-parlamentar.
Em entrevista ao Agora Metrópoles, Eduardo afirmou que citou o ministro Alexandre de Moraes no processo para obter o documento.
“Eu tive que falar do Alexandre Moraes, tive que falar desse cara que a Espanha, a Itália, a Argentina […] Ninguém mais dá bola para as decisões dele. Isso daí vai ajudando no movimento e gerando conscientização, vai servindo de argumento para a defesa dos perseguidos e para ações afirmativas”, disse Eduardo.




