
Manoela AlcântaraColunas

Advogado ligado a Trump diz que Rumble pode ter voltado ao Brasil
Plataforma foi oficialmente suspensa por decisão de Alexandre de Moraes em fevereiro do ano passado
atualizado
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O advogado Martin de Luca, que atua para a Trump Media e a plataforma Rumble nos Estados Unidos, afirmou que há relatos de que a plataforma, proibida no Brasil por decisão do ministro Alexandre de Moraes, tenha tido o sinal restabelecido em território brasileiro.
Segundo o advogado, não há comunicação oficial ou decisão formal que indique o fim do banimento. A plataforma está suspensa no Brasil desde fevereiro do ano passado, apesar de o endereço eletrônico indicar que o serviço está funcionando em território nacional.
“Temos conhecimento de relatos públicos indicando que o acesso à plataforma Rumble pode ter sido restabelecido no Brasil. Caso confirmado, trata-se de um sinal positivo e bem-vindo”, diz o advogado em mensagem encaminhada ao Metrópoles.
A coluna apurou que, apesar do indicativo dado pelo advogado, não há decisão formal no processo que trata do Rumble no Brasil.
Banimento
Em fevereiro do ano passado, Moraes determinou a suspensão da plataforma em todo o território nacional. A medida ocorreu após a empresa anunciar que não cumpriria ordens da Corte e deixar de indicar um representante legal no Brasil.
A suspensão, à época determinada por Moraes, permaneceria até que a plataforma cumprisse as decisões de bloqueio de perfis, pagasse as multas pelo descumprimento das ordens e indicasse um representante.
Os perfis indicados por Moraes na decisão incluíam o bloqueio da conta de Allan dos Santos, blogueiro foragido, na plataforma — o que não foi cumprido. Allan tem mandado de prisão expedido desde 2021 por suspeita de atuação em organização criminosa, crimes contra a honra, incitação a crimes, preconceito e lavagem de dinheiro. Ele está atualmente nos EUA.
Devido à queda de braço entre Moraes e a plataforma ligada ao presidente Donald Trump, a Rumble acionou a Justiça dos Estados Unidos para que considerasse irregular toda decisão do ministro sobre a empresa. A alegação é de que a ordem foi enviada ao e-mail da sede da companhia, e não por meio de tratado legal internacional nem com aviso ao governo norte-americano.






