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Phygital: como as marcas podem se integrar nesse universo?

Enricco Benetti, Chief Creative Officer da agência BFerraz, explica um pouco mais sobre esse processo que une físico e digital

15/05/2021 12:00
Divulgação
Enricco BFerraz

Na pandemia, as marcas e agências precisaram trabalhar experiências cada vez mais inovadoras. Se reinventar foi necessário para não sucumbir. E uma dessas possibilidades exploradas foi o universo “phygital”, que integra o campo físico com a narrativa digital, aproveitando ainda o boom das transmissões.

A agência BFerraz teve grandes cases de sucesso no ano passado. Alguns exemplos de cases de 2020 da BFerraz foram o Natal Santander, que evoluiu do tradicional formato presencial para um espetáculo audiovisual envolvendo prédios como palcos verticais e impactando mais de 1 milhão de pessoas; a GM fez o lançamento do novo Tracker 2020 de forma 100% digital e, por fim, o Santander criou uma plataforma em casa com lives toda semana.

Segundo o especialista Enricco Benetti, CCO & Partner da BFerraz, empresa especialista em interatividade, varejo e experiências da B&Partners.co, o objetivo é que nem o próprio usuário perceba o fim e o começo da experiência em ambos os universos. Há muito espaço ainda para explorar diferentes possibilidades, seja na TV, na internet, no varejo e em plataformas de jogos eletrônicos.
Neste contexto, a tecnologia é uma super aliada para “derrubar fronteiras” e ajudar a reinventar a indústria do entretenimento, na opinião de Enricco. No entanto, ainda é preciso evoluir.

Há dois conceitos: o digital e o digitalizado. Hoje, ainda falta esse entendimento no phygital”, explica o profissional. Para avançar neste aspecto, a lógica precisa ser de consumo não linear, como é assistir ao Netflix, por exemplo. O usuário não espera o filme terminar para postar, por exemplo. “Não existe uma fórmula. É experimentação”.

Enricco Benetti, CCO & Partner da BFerraz
Atualmente, uma das possibilidades estudadas no mercado é a criação de um terceiro espaço, somando físico e digital. “Devemos olhar para ele na hora de criar com as especificidades”, comenta Enricco. “A gente tá observando tudo o tempo inteiro porque a velocidade das mudanças é voraz”, conclui.