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O olhar humano como diferencial na era da inteligência artificial

Mesmo com o avanço da inteligência artificial, no mercado publicitário o fator humano continua sendo essencial

atualizado

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O olhar humano como diferencial na era da inteligência artificial – Metrópoles
1 de 1 O olhar humano como diferencial na era da inteligência artificial – Metrópoles - Foto: Tara Winstead/Pexels

Em tempos de inteligência artificial, automação de processos e decisões orientadas por dados, pode parecer que o fator humano está perdendo espaço. Mas, a verdade é o contrário: nunca foi tão essencial olharmos com atenção para as pessoas — especialmente dentro do ambiente de trabalho.

No mercado publicitário, onde a criatividade, a conexão e o pertencimento são ferramentas de inovação, investir na experiência dos colaboradores é mais do que uma boa prática — é uma estratégia essencial.

E é aqui que entra a importância de considerar toda a jornada do colaborador, desde o primeiro contato na entrevista até o desligamento da agência.

A IA pode estar presente em todos os processos, de ponta a ponta, porém, quanto mais nos apoiamos na tecnologia, mais precisamos nos lembrar de que ela não pode substituir o cuidado, a escuta ativa, a empatia e o senso de pertencimento.

A IA pode sugerir o candidato ideal, mas só o olhar atento e humano é capaz de considerar vivências, contextos e trajetórias.

O conceito de jornada do colaborador propõe que a experiência das pessoas dentro da organização seja pensada como um processo contínuo — e não com etapas isoladas. É sobre desenhar e cuidar de todas as interações que uma pessoa tem com a empresa.

Processos de recrutamento inclusivos e intencionais, chegada e integração de forma estruturada e acolhedora, liderança baseada em confiança, ações de bem-estar e de diversidade e um encerramento de ciclo respeitoso, com espaço para aprendizado mútuo e reconhecimento.

Esses elementos têm potencial para aumentar o engajamento e reduzir a rotatividade, criando espaços mais saudáveis, criativos e inovadores.

Em um ambiente criativo como o das agências, onde pessoas devem ser o maior ativo, a gestão sensível, inclusiva e personalizada torna-se um diferencial competitivo. A tecnologia é uma aliada, mas ela não substitui o afeto, a sensibilidade e o cuidado.

O futuro do trabalho — e do mercado publicitário — está na integração entre dados e emoções, automação e escuta, IA e intencionalidade humana.

Agências que entendem isso não apenas retêm talentos: elas criam times diversos, criativos e engajados, que podem propor novas ideias.

Como disse Maya Angelou: “As pessoas esquecerão o que você disse, esquecerão o que você fez, mas nunca esquecerão como você as fez sentir.”

Em um mercado em que tudo muda tão rápido, a sensação de ser visto, ouvido e reconhecido é o que pode construir vínculos duradouros — e essa é uma inteligência que nenhuma máquina é capaz de construir.

Debora Moura é head de diversidade e inclusão do Grupo Dreamers e da Artplan. Vencedora do Prêmio Potências 2024 na categoria “Liderança Negra”, integra o Conselho Consultivo da Rede de Jornalistas Pretos.

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