(M) Buzz

IA no marketing: da automação à personalização real

Alex Compri, diretor de marketing e Growth da BRSA, explica como a IA está reconfigurando a relação entre marcas e consumidores

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Oscar Wong/Getty Images
IA no marketing da automação à personalização real – Metrópoles
1 de 1 IA no marketing da automação à personalização real – Metrópoles - Foto: Oscar Wong/Getty Images

Estamos diante de uma transformação sem precedentes no marketing. A popularização da Inteligência Artificial (IA) não é mais uma promessa de futuro: já está moldando o presente. A forma como as marcas se relacionam com seus públicos muda em ritmo acelerado.

Personalização, agilidade, escalabilidade e eficiência tornaram-se palavras de ordem e todas essas frentes agora passam pela aplicação inteligente da IA.

O uso da IA vem eliminando processos manuais e permitindo que times de marketing e vendas atuem com mais assertividade. A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia acessória para ocupar um papel central nas estratégias de comunicação, geração de demanda e relacionamento com o consumidor.

Trata-se de uma virada estrutural que exige uma nova postura das empresas: ou elas assumem o protagonismo dessa transformação, ou se tornam obsoletas rapidamente.

Personalização em escala é o novo padrão

Com o avanço das ferramentas baseadas em IA, a personalização deixou de ser um diferencial e passou a ser o novo padrão de interação entre marcas e consumidores. Já é possível, por exemplo, qualificar leads de forma automática, com base em dados de comportamento, histórico de navegação e até mesmo preferências específicas de consumo — sem depender de formulários longos ou abordagens genéricas.

Isso significa que, antes mesmo do primeiro contato com um vendedor, já é possível conhecer o perfil do cliente, entender suas dores e interesses, e oferecer uma solução mais alinhada com suas necessidades.

Essa personalização não acontece apenas nos grandes e-commerces: empresas B2B com ciclos de vendas mais complexos também estão se beneficiando de agentes de qualificação que integram dados, filtram oportunidades e reduzem o tempo entre o interesse e a conversão.

A automação libera tempo para o pensamento estratégico

Outro benefício da IA é a capacidade de automatizar tarefas operacionais, liberando os profissionais para focar no que realmente importa: a estratégia. No marketing, isso representa um ganho de produtividade significativo.

Processos como segmentação de audiência, envio de campanhas, agendamento de reuniões ou até mesmo atualizações de CRM já podem ser executados por sistemas inteligentes que operam com base em gatilhos e regras pré-definidas.

Ferramentas mais avançadas, como os servidores MCP (Modal Context Protocol), permitem conectar diferentes plataformas, agendas, ferramentas de vendas, CRMs, sistemas de automação, sem a necessidade de integrações complexas via API. Essa nova infraestrutura torna o marketing mais ágil, menos propenso a erros e muito mais responsivo às ações dos consumidores em tempo real.

A lógica do SEO está mudando também

Enquanto a automação cuida dos bastidores, a IA também está transformando a lógica da visibilidade digital. As estratégias de SEO, antes centradas em palavras-chave específicas, precisam agora ser revistas à luz dos buscadores com inteligência artificial.

A mudança no comportamento do usuário — que passou a fazer perguntas mais contextuais e conversacionais — exige um novo tipo de conteúdo, mais alinhado com a forma como os algoritmos interpretam a intenção da busca.

Esse movimento já impacta empresas que dependem da geração de leads orgânicos. Hoje, não basta ranquear bem no Google tradicional; é preciso aparecer nas respostas dos assistentes de IA, como ChatGPT, Perplexity ou os novos buscadores com IA generativa.

Isso exige que as marcas adaptem seus conteúdos não apenas para serem encontrados, mas para serem recomendados. Quem não acompanhar essa mudança corre o risco de perder relevância digital.

Ferramentas acessíveis, impacto exponencial

O acesso às soluções de IA está se tornando cada vez mais democrático. Plataformas como Canva, por exemplo, já permitem que qualquer profissional crie desde quizzes até calculadoras de ROI com o apoio de agentes autônomos. Isso elimina a barreira técnica para pequenas e médias empresas que não possuem equipes especializadas, mas querem explorar a IA em suas estratégias de captação e engajamento.

Além disso, novas tecnologias como o Manus AI e abordagens emergentes como o Vibing Code estão abrindo caminho para experiências ainda mais imersivas, com interfaces baseadas em linguagem natural e comandos de voz. É uma mudança que afeta não só o marketing, mas também a forma como softwares e sistemas estão sendo desenvolvidos. Hoje, construir um aplicativo funcional com o auxílio de IA está ao alcance de profissionais que, até pouco tempo atrás, dependiam de desenvolvedores para isso.

A governança de dados como eixo crítico

Apesar do otimismo com a adoção de IA, há um desafio que ainda bloqueia o avanço de muitas empresas: a governança. A falta de clareza sobre quais dados podem ser utilizados, por quem e com quais finalidades, pode comprometer toda a estratégia. Não basta adotar a IA — é necessário ter políticas rígidas de privacidade, segurança e treinamento contínuo para as equipes.

Cultura e governança são, portanto, dois pilares fundamentais para a consolidação de uma estratégia de IA eficaz. Empresas que definem seus limites desde o início, criam ambientes seguros e treinam seus times de forma contínua estão mais preparadas para colher os benefícios dessa revolução sem colocar em risco a confiança de seus clientes.

Um ponto de virada definitivo

O cenário já está posto: a IA não é um “plus” tecnológico — é a nova base do marketing contemporâneo. Não se trata mais de perguntar se a empresa deve ou não adotar inteligência artificial. A pergunta agora é: como utilizar IA de forma estratégica, ética e escalável para resolver desafios reais?

A resposta começa com a experimentação. As empresas mais bem-sucedidas são aquelas que começam com soluções simples, testam, aprendem e evoluem. A maturidade digital vem com o tempo, mas é preciso dar o primeiro passo.

Em suma, ficar de fora desse movimento não é opcional. No futuro próximo, as marcas que se destacarem serão aquelas que tratam a IA não como um modismo, mas como um recurso integrado à experiência do consumidor — capaz de gerar valor real em cada interação. O marketing está mudando, e as empresas que liderarem essa transformação agora se tornarão referência nos próximos anos.

Alex Compri é diretor de marketing e growth da BRSA.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?