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Inovação e gestão de dados: pilares para uma comunicação estratégica

Ativos são fundamentais para construir um discurso com propósito capaz de atingir o público desejado com efetividade

02/06/2025 12:00, atualizado 02/06/2025 14:03
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Christina Morillo/Pexels
Inovação e gestão de dados: pilares para uma comunicação estratégica

Se o matemático britânico Clive Humby dizia que “os dados são o novo petróleo”, é também verdadeiro que, para ambos os casos, eles têm pouco valor enquanto estão crus. É preciso extraí-los, transformá-los e agregar valor a eles para gerar produtos que, esses sim, têm valor para nosso mundo.

No caso dos dados, depois de organizados, analisados e interpretados, eles se transformam em uma poderosa fonte de informação. Isso porque revelam padrões de comportamento, gargalos operacionais, oportunidades de crescimento e caminhos para inovação a serem percorridos.

Em outras palavras: são peça-chave para a tomada de decisão.

O grande desafio, no entanto, é vencer alguns obstáculos que estão enraizados na nossa cultura. Um dos entraves é o fato de apenas preocupar-se com a coleta e ser negligente com a análise. Como mencionado, isoladamente, um dado não gera informação.

Outro ponto crucial é a fragmentação desses dados, que encontram-se, na maioria das vezes, pulverizados em diferentes sistemas, arquivos, planilhas e até mesmo manuscritos.

É nesse contexto que o mercado tem ampliado a oferta de inovações capazes de tornar esse ciclo de depuração mais rápido, eficiente e assertivo.

Dessa forma, permitem que as companhias gerenciem adequadamente esses ativos, trazendo clareza, previsibilidade e controle, possibilitando enxergar aquilo que está funcionando e o que não está nas diversas áreas da organização, como marketing, vendas, operação e atendimento.

Na área da saúde, por exemplo, tanto dados quanto inovações são ferramentas de sobrevivência e crescimento.

Com eles, clínicas podem prever sazonalidades, entender o comportamento dos pacientes, melhorar a ocupação da agenda e aumentar a receita com os mesmos recursos.

A regra é a mesma na comunicação, afinal, comunicação estratégica sem dados é um chute.

Valer-se dos dados nesse departamento dá maior confiança e visibilidade ao trabalho executado. Tangibiliza e revela o real impacto que as mensagens têm entre os receptores.

Quando uma empresa tem clareza dos diferenciais — muitas vezes, descobertos por meio dos dados —, a comunicação ganha força, consistência e propósito.

Ela deixa de falar o que todo mundo fala e passa a mostrar por que aquela marca é única.

André Baptista é Chief Technology Officer da GestãoDS.