
Lucas PasinColunas

Professor de Virginia reage a samba e revela estratégia até o Carnaval
Após críticas ao samba no pé, Virginia Fonseca reaparece no ensaio da Grande Rio e é defendida do professor de samba
atualizado
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Depois de mais de um mês longe dos compromissos da escola, Virginia Fonseca reapareceu no radar do Carnaval. A rainha de bateria da Grande Rio marcou presença no ensaio de rua da agremiação, em Duque de Caxias, na noite deste domingo (18/1), colocando de vez um fim ao sumiço que vinha rendendo comentários.
E, desde que assumiu o posto deixado por Paolla Oliveira, Virginia segue sendo observada de perto. O samba no pé continua dividindo opiniões: há quem veja evolução e quem siga apontando falhas. No meio disso tudo, quem resolveu entrar em campo para defender sua pupila foi Carlinhos Salgueiro, professor responsável por prepará-la para o desfile na Marquês de Sapucaí, no Rio.
O professor saiu em defesa da aluna e não economizou no discurso motivacional. Carlinhos também revelou a estratégia que pretende seguir até o Carnaval. “Ela fez bonitinho. Essa semana pego firme no braço, vou ensinar ela o olhar caramelado e passar os truques de diva. Vocês vão ver se não vamos entregar”, escreveu, ao comentar um vídeo do ensaio postado nas redes sociais. Em outro post, resumiu o clima da preparação: “Vamos que vamos com tudo, patroa”.
Detonada
O carnavalesco e comentarista da Globo Milton Cunha resolveu recentemente entrar no debate sobre a escolha de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio, que já rendeu algumas discussões. Milton criticou a presença da influenciadora no posto e colocou em pauta o incômodo de parte da comunidade com a chegada de celebridades ao coração do desfile.
Antes de entrar nas críticas diretas, Milton explicou que o cargo de rainha de bateria vai além de visibilidade e envolve uma relação histórica com a escola. Para ele, ocupar esse espaço exige vínculo com a comunidade e com o trabalho que sustenta o desfile.
“Essas pessoas que estão chegando de helicóptero, elas acham que é um posto de saracoteio, não é? E não é. Aquilo ali é um pertencimento gigantesco de antes”, afirmou.
Figura conhecida do Carnaval do Rio de Janeiro, Milton Cunha construiu sua trajetória dentro das escolas de samba antes de virar rosto frequente da transmissão da Globo. Ao longo da carreira, passou por agremiações como Beija-Flor, União da Ilha, Unidos da Tijuca, São Clemente, Viradouro e Porto da Pedra, e falou sobre o tema em conversa com a coluna Gente, da Veja.
Na sequência, o carnavalesco deixou claro de que lado está nessa discussão. Segundo ele, o debate sobre Virginia não é individual, mas parte de uma disputa maior sobre quem ocupa os espaços mais simbólicos do Carnaval.
“Então, nós estamos nesse questionamento e eu estou do lado da comunidade. Meu amor, você quer aparecer? Compra um lugar no (carro) abre-alas, no carro número 1, vem linda lá dando tchau, paga o melhor lugar”, opinou.












