
Lucas PasinColunas

Luiza Ambiel relata susto e muda hábitos na rotina: “Não é exagero”
Luiza Ambiel relatou momento de tensão em banheiro público e passou a treinar defesa pessoal ao lado da filha
atualizado
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Depois de passar por um susto em um banheiro público, Luiza Ambiel resolveu mudar a rotina e incluir treinos de defesa pessoal no dia a dia. A decisão veio após a atriz perceber que estava em uma situação de risco ao notar a presença de um homem em um espaço reservado para mulheres.
Desde então, ela passou a intensificar os treinos de muay thai, prática que já fazia, agora com outro foco: saber reagir em situações de ameaça. E não foi sozinha — a filha, Gabriela Ambiel, de 20 anos, entrou na rotina e virou parceira nos treinos.
Ao relembrar o episódio, em entrevista exclusiva a este colunista do Metrópoles, Luiza explica que o susto serviu como um alerta e mudou sua percepção sobre segurança no cotidiano.
“Depois daquele susto eu fiquei pensando que poderia ter sido uma situação muito pior. Foi aí que percebi que saber se defender não é exagero, é uma forma de proteção. A gente precisa estar preparada”, afirmou.
A presença da filha, Gabriela Ambiel, de 18 anos, nos treinos também ganhou um significado além da prática física e virou parte da relação entre as duas.
“Treinar com a minha filha também virou um momento nosso. Além de ser algo importante para a segurança, é uma maneira de ensinar para ela que a mulher precisa confiar na própria força e não se sentir vulnerável”, disse.
Sexualidade feminina
Luiza Ambiel ficou conhecida ao se tornar ícone da televisão nos anos 1990, como musa da “Banheira do Gugu”. Hoje, aos 53 anos, ela é criadora de conteúdo adulto e tem usado as redes sociais para falar sobre sexualidade e saúde da mulher, especialmente após os 50 anos.
E, recentemente papo com a coluna, Luiza falou sobre experiências pessoais e sobre os relatos que recebe de mulheres que enfrentam dificuldades para falar sobre o próprio corpo e sobre prazer.
Ao lembrar do início da vida adulta, a atriz e modelo contou que cresceu em um ambiente em que falar sobre sexualidade não era comum. Segundo ela, a ausência de diálogo marcou a forma como lidou com o tema por muitos anos.
“Tive uma castração moral. Casei virgem muito nova e cresci sem conversar sobre sexo com ninguém. Quando menstruei pela primeira vez, por exemplo, nem sabia direito o que estava acontecendo”, disse.
Luiza Ambiel também garantiu que muitas mulheres foram educadas em contextos semelhantes. Para ela, o silêncio sobre o corpo feminino ainda influencia a forma como muitas lidam com a própria sexualidade.
“Muita gente cresceu com vergonha de falar sobre o próprio corpo, como se isso fosse algo errado. Depois essas mulheres entram em relacionamentos e continuam carregando esse bloqueio”, afirmou.










