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“Fui chamada de puta quando fui para a banheira do Gugu”, conta Ambiel

A atriz rebateu assuntos como o machismo e contou sobre o início da carreira e fim do primeiro casamento

atualizado 21/05/2021 18:02

Reprodução/ Instagram

Luiza Ambiel ficou internacionalmente conhecida por ter atuado no quadro Banheira do Gugu, do programa Domingo Legal, nos anos 1990 e 2000. Ela misturava sensualidade e comédia em suas apresentações, arrastando os convidados para um divertido banho de banheira no qual tinham que achar os sabonetes que se misturavam à água.

Em live com Francesco Pellegatta, Luiza abriu o jogo e falou do preconceito que enfrentou e enfrenta até hoje por esse trabalho.

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“Quando o Gugu me chamou para fazer a banheira, a primeira coisa que me interessou foi o cachê. Quando fiquei sabendo do teste, pensei que estaria desclassificada, mas teria um piloto no domingo e, se eu não fosse bem, teria um teste com substitutas. Sabia que se tivesse, eu seria desclassificada, pois era uma mais bonita que a outra”, lembrou.

“Mas não desisti. Insisti com todos os estagiários para saber sobre o que seria esse novo quadro. quando começou a prova da banheira, lembrei de uma dica de um dos estagiários: ‘afoga o cara’. No dia, eu só ficava com aquilo na cabeça e não deixava eles saírem. Queria de toda forma me destacar para que não houvesse o teste. E deu certo, durante quatro anos, fiquei no quadro da banheira”, completou.

A atriz ainda contou que, dos 28 anos de carreira na televisão, chegou a ficar desempregada duas vezes e pensou em entregar os pontos. “Já tive momentos difíceis. Mas me agarrava com Deus e logo retornava. Se me importasse com as opiniões dos outros, não teria saído da pindaíba”, contou.

Luiza ainda falou sobre o fim do primeiro casamento e as duras críticas enfrentadas. “Casei com meu primeiro namorado, de véu e grinalda na igreja. Quando fui me separar, sou daquele tempo em que as pessoas divorciadas eram vistas como putas. Meti as caras e me separei, estava infeliz. Depois, até meus padrinhos de casamento viraram as costas pra mim. Meu ex-marido tentou voltar diversas vezes, mas não iria viver de aparências”, relembrou.

Durante a live, Ambiel contou sobre o preconceito em ser uma mulher separada e trabalhando na televisão. “Quando comecei na banheira, muita gente me criticou, diziam que eu era puta. Se fosse mesmo, já estaria milionária, para ser garota de programa tem que ter dom e, infelizmente, eu não tenho”. Francesco ainda completou: “Quem mais crítica é o que mais usa o serviço”.

Luiza contou que precisou de uma maneira inteligente para explicar sobre a carreira para a filha, Gabriela, de 14 anos. “Quando ela tinha uma certa idade, fomos numa peça infantil. As pessoas pediram para tirar fotos comigo e ela começou a me questionar por qual motivo as pessoas cochichavam e pediam fotos. Expliquei que eu era uma profissional como qualquer outra, mas que trabalhava na televisão”, lembrou.

“Quando ela começou a ir para a escola, peguei uma revista e expliquei. Claro que primeiro folheei as coisas boas, mas dei a revista para ela ver, era um nu. Ela ficou um pouco assustada, mas fui trabalhando isso com ela. Um dia na escola, uma mãe de um aluno mostrou uma foto minha para ela, e a Gabi respondeu: minha mãe já falou comigo sobre isso e ela ganhou muito dinheiro”, finalizou.

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