
Lucas PasinColunas

BBB 26: advogados de Pedro rebatem suposta multa de R$ 1,5 milhão
À coluna, defesa de Pedro Henrique Espíndola afirma que não foi notificada sobre multa e nega responsabilidade por vazamento de contrato
atualizado
Compartilhar notícia

A disputa judicial entre Pedro Henrique Espíndola e a Globo envolve um pedido de indenização, uma suposta multa por quebra contratual e o vazamento de um contrato anexado ao processo.
O vendedor ambulante, que deixou o BBB 26 em janeiro após um episódio de assédio envolvendo Jordana Morais, move uma ação contra a emissora e pede R$ 4,2 milhões por danos morais. Ao mesmo tempo, há a informação de que a Globo avalia cobrar uma multa de R$ 1,5 milhão por suposto descumprimento de cláusulas contratuais.
Com a ação em curso, o contrato firmado entre Pedro e a emissora foi anexado ao processo, e acabou vazando. Procurada por este colunista do Metrópoles, a equipe da advogada Niva Castro, responsável pela defesa do ex-BBB, se manifestou sobre o caso.
Segundo os advogados, a inclusão do contrato era inevitável, já que o documento integra o objeto da ação. Ainda de acordo com a defesa, foi feito um pedido para que o material tramitasse sob sigilo, mas a solicitação não foi acatada pelo Tribunal de Justiça do Paraná. A equipe afirma que nem Pedro Henrique Espíndola nem seus representantes têm responsabilidade pelo vazamento.
“Era inevitável, por se tratar do objeto da ação, a inclusão do contrato no processo. No entanto, existiu um capítulo todo dedicado ao pedido de sigilo. Nós fizemos esse pedido de sigilo. O Pedro e nem seus advogados são responsáveis pelo vazamento desse contrato. Fizemos esse pedido de sigilo para o Tribunal de Justiça do Paraná, mas não foi acatado”, informou nota envida à coluna.
A defesa também sustenta que não pode ser responsabilizada pela falta de sigilo no processo. Os advogados afirmam que, caso a Globo entre com ação para cobrar a multa, irão incluir no processo os responsáveis pela exposição do documento, como o cartório e o próprio Tribunal de Justiça do Paraná.
“Logo, a responsabilidade não pode cair na nossa conta. Coube a mim pedir, mas não podemos ser responsáveis se não foi acatado. Se a Globo entrar com essa ação cobrando multa, chamaremos os responsáveis para o processo, o cartório e o Tribunal do Paraná, para que assumam a falta de sigilo”, segue declaração.
Por fim, a equipe de Niva Castro afirma que, até o momento, Pedro Henrique Espíndola e seus advogados não foram notificados oficialmente sobre a suposta cobrança. Segundo a defesa, não houve intimação, citação ou recebimento de qualquer documento formal sobre o tema.
“Até o momento, Pedro e nem seus advogados foram notificados sobre o assunto. Não recebemos nenhuma intimação ou citação. Não recebemos um documento oficial sobre o assunto”, finaliza.
Processo contra a Globo
Pedro Espíndola, do BBB 26, entrou na Justiça contra a Globo e pede R$ 4,2 milhões em indenização. A ação foi protocolada ndia 17 de março e confirmada ao Metrópoles pela defesa do ex-brother.
O processo inclui pedidos por quebra de contrato, danos morais e materiais, além da anulação da rescisão do vínculo com o reality. O caso tramita na 2ª Vara Cível do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná).
Pedro deixou o programa em 18 de janeiro, após tentar beijar à força a participante Jordana Morais dentro do reality show. O episódio levou à abertura de investigação pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e, no início de fevereiro, ele foi indiciado por importunação sexual.
A apuração foi conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, que analisou as imagens do programa. Segundo a defesa, Pedro não foi ouvido por não ter sido localizado, já que estava internado em uma clínica de reabilitação no interior do Paraná.
Após o episódio, ele passou a ser tratado como expulso pela Globo, embora oficialmente tenha deixado o programa por desistência. Ao somar todos os pedidos, a defesa solicita cerca de R$ 4,2 milhões, valor próximo ao prêmio do BBB 26, estimado em R$ 5,5 milhões.








