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Viviane Araújo: final feliz de trama pra Netflix algum botar defeito

Após amores turbulentos, dignos de filme, a atriz, símbolo sexual de um país, celebra seu maior sonho

atualizado 05/09/2021 12:45

Viviane AraujoReprodução

Poucas pessoas no meio artístico têm vidas dignas de um filme. Uma delas é Viviane Araújo. Viviane é um personagem único, que mistura a sexualidade que atrai o público masculino, com uma vida sofrida (traída pelo marido na cadeia), que conquista o público feminino. Por isso ela é tão popular no país.

Criada na Praça Seca, perto de Vila Valqueire, bairro de classe média baixa na zona oeste do Rio, Viviane sonhava em ser modelo, como quase toda menina da época.

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Nos anos 90, ela foi o maior símbolo sexual do Brasil. De Pantera do Carnaval à Garota do Fantástico. Numa época em que o corpo da mulher era muito explorado pela TV e não havia o “politicamente correto”, Viviane reinou absoluta. Perdeu o concurso para ser a morena do É o Tchan e nem imaginava que se tornaria um ícone do Carnaval.

Posou nua 10 vezes. Dez! Entre “Ele e Ela”, “Sexy” e “Playboy”, Viviane ganhou muito dinheiro numa época em que ensaios nus mudavam a vida das artistas.

Mas o melhor do roteiro da vida de Viviane ainda estava por vir…

Você junta um símbolo sexual com um cantor muito famoso e está aí a receita perfeita para uma novela das oito.

Após 4 anos de relacionamento com Belo, a novela chega ao ápice: ele é preso! O calvário começa. E o Brasil acompanha o sofrimento de Viviane na fila de visitantes, na frente da cadeia, por longos 5 anos.

Até então, ela não era querida pelo público feminino. Muito pelo contrário. Ela era o objeto de desejo dos maridos e namorados. Ali foi a virada do jogo. E para se criar uma verdadeira heroína, é necessário que ela sofra bastante. E sofrimento não faltou! Foi ela quem sustentou Belo, seus advogados e a vida de luxo. E a popularidade do casal só crescia. Só para ter uma noção: mesmo preso, ele estava com várias músicas entre as mais tocadas nas rádios no país.

Graças à influência do cantor, ela se torna rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, a escola dos “globais” daquela época. De repente, ela perde o posto. Mais sofrimento. Vai pro Salgueiro, ganha o Carnaval, se entrega ao máximo ao movimento cultural mais brasileiro que existe, e se torna o maior símbolo feminino do samba no país. Algo surreal. Amada pelas mulheres e desejada pelos homens.

Mas para conquistar de vez o público feminino é necessário um elemento fundamental na trama: a traição. Ela descobre várias amantes. Famosas, anônimas e até mulher de presidiário! Tudo dentro da cadeia!

Assim se criou um ídolo com todos os elementos necessários para o Brasil. Viviane ganhou A Fazenda, mas ainda faltava ser aceita pela TV Globo. E não mais mostrando o corpo. Fez novela e ainda ganhou concurso de dança.

Viveu um segundo relacionamento frustrado com um jogador de futebol, em que mais uma vez se entregou ao máximo, se envolveu com cantor casado, descobriu que um namorado era gay… enfim, parecia que o amor nunca chegaria.

Sempre faltou “algo” na vida de Viviane. Ela sempre sonhou em se casar vestida de noiva, um sonho de uma filha de militar conservador, que ficou famosa graças ao corpo, mas precisava muito da aliança e do véu. Absolutamente compreensível.

Símbolos sexuais geralmente necessitam do casamento para mostrarem à sociedade e a si mesmos que “mudaram de vida”. Coisa de sociedade machista.

Pois bem, se a vida de Viviane fosse um filme, o final poderia ter acontecido na noite da última sexta (3/9). Agora, ela está realizada.

Netflix, isso foi só uma sugestão.

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