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“Não me deu a mão”, diz repórter do Programa do Ratinho após demissão

Ney Inácio, que trabalhou na atração por 23 anos, lembra do posicionamento do apresentador quando ficou desempregado pelo SBT

atualizado 27/07/2021 15:08

Após entrar na Justiça do Trabalho contra o SBT, que o demitiu na época em que estava em tratamento contra dois tipos de câncer (rim e próstata), em 2020, e ganhar a ação, o jornalista Ney Inácio, de 66 anos, que foi repórter do Programa do Ratinho por 23 anos, lembrou do apresentador e do posicionamento que ele tomou diante de seu caso. Ney confessa que o comunicador foi uma decepção. “Ele não me deu a mão, veio falar comigo um ano depois. E nunca ofereceu trabalho em sua rede de televisão e rádio”, declara.

Inácio revelou que é amigo de Ratinho há mais de 30 anos e que participou da estreia do programa do apresentador na emissora de Silvio Santos, há 23 anos. “O piloto quem fez fui eu porque o Ratinho no dia estava de licença, então fiz no lugar dele. Lógico que não foi para o ar, foi só para testar câmeras, posicionamentos, aquela coisa toda. Estava lá desde o primeiro programa dele”, lembra.

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O repórter não esconde a decepção que teve quando foi demitido e não teve o apoio do apresentador. “Fiquei chateado porque o Ratinho tem uma rede de televisão e uma rede de rádio e nunca me ofereceu trabalho. E sou amigo do Ratinho há mais de 30 anos, desde a CNT, em Curitiba. Sempre fui o principal repórter dele. Eu o ajudei muito, muito… Ajudei desde o início do programa. Minhas matérias sempre foram picos de audiência, batia a TV Globo. Sempre fui repórter investigativo também, que vinha de premiações de outras emissoras. Então, tinha uma credibilidade legal. Senti muito na época da demissão porque ele não me deu a mão”, revela.

Mágoa

Ney conta que Ratinho só foi procurá-lo um ano depois. “Mesmo assim, nunca ofereceu um trabalho. Só promessa, fiquei chateado. Ele pagou seis injeções para mim, caras. Cada uma custava quatro mil reais. Ele deu do bolso dele, nunca vou me esquecer, jamais. Agradeço muito a ele por isso, mas quando fiquei desempregado, precisando realmente trabalhar, ele não abriu as portas da Rede Massa dele, no Paraná, em Santa Catarina, onde moro hoje, em uma ilha. Em rádio, nada. Ele podia ter feito isso. Ele é dono. Não tem vaga? Ele é o dono, ele faz a vaga. São mais ou menos 20 emissoras de rádio ou mais. E umas 15 de televisão. Nesse ponto, ele não me ajudou não, tenho que ser claro. Ele só me procurou para tentar fazer acordo para não desembolsar tanta grana. Quem paga a indenização… É metade o SBT, e a outra, é o Ratinho. Eles dividem lucros e despesas. Todo mundo que está saindo lá está entrando com ação. Só esse mês, quatro estão entrando com ação só do Programa do Ratinho”, fala.

O jornalista continua: “Ele nada em dinheiro. Com certeza, é um dos caras mais ricos do Brasil. Tem mais dinheiro que o Silvio Santos. Ele tem muito dinheiro, graças a Deus, ambição dele. Nada contra, mas vamos ajudar os amigos que precisam? Não vou falar mal dele, apenas uma opinião. Ele sempre foi legal comigo, me tratou bem, com respeito. Eu jamais vou falar mal do Ratinho. Só digo que ele poderia ter me ajudado. Ele falhou comigo. Foi o único momento em que ele falhou comigo, e falei isso para ele”.

O repórter voltou a trabalhar em sua área. “Graças a Deus, estou legal. A ação vai me fazer bem. Estou em Santa Catarina, trabalhando. Estou produzindo documentários para televisão. Um deles fala sobre as mulheres batalhadoras, pescadores. São trabalhos independentes. E mexendo com cinema também, produzindo aqui no Sul, que é um lugar bom para isso por seu rico conteúdo histórico. O mercado é bom”, comemora.

A coluna entrou em contato com a assessoria de imprensa de Ratinho, mas foi informada que ele não comentará o assunto. A assessoria disse ainda que o apresentador sempre manteve uma boa relação com todos da sua equipe.

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