Mãe de ex-dançarina do FitDance desabafa sobre empresa: "Escravidão"
A coluna teve acesso a áudios nos quais a mãe de Isis Olliveira conta tudo que a filha sofria na empresa

Não está nada fácil para o grupo FitDance. Se na frente das câmeras o clima era de alegria e muita dança, por trás não era nada assim. Ao longo desta semana, vários integrantes (agora ex) do grupo têm feito denúncias nas redes sociais. E garantem que o clima com os donos da marca não era amigável, além de afirmar que foram enganados.
Esta coluna teve acesso a áudios nos quais Cristina Olliveira, mãe da ex-integrante Isis Olliveira, fala sobre a situação de sua filha no trabalho. Neles, Cristina fala que a dançarina acordava 4h30 para treinar e ir às gravações.
Além disso, diz que estava vendo a hora de a filha ficar doente, além de garantir que Isis foi obrigada a trabalhar em meio à pandemia, sendo até acusada de “não querer trabalhar” após dizer que estava com medo de sair de casa em meio ao isolamento social.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCristina disse ainda que Isis perdeu o brilho nos olhos e que o talento dela veio de berço, não do FitDance. Se Lorena Improta foi retirada do grupo por conta da própria estrela, Isis também foi colocada na “geladeira” por chamar a atenção.
A mãe de Isis comenta sobre o valor pago aos profissionais que, segundo ela, seria de apenas R$100 por turno, e que a filha chegava a gravar até 6 músicas por esse valor. Por outro lado, a empresa ganhava de R$ 10 mil a R$ 15 mil por música.
Tina, como também é conhecida, chegou a associar o trabalho na companhia à escravidão. E se, por um lado, muitos têm julgado na internet com frases do tipo “não saiu antes porque não quis”, os áudios de Tina ajudam a mostrar que não era bem assim: segundo ela, os contratos garantiam exclusividade por 4 anos, com direito a multas que poderiam chegar a R$ 200 mil em caso de rescisão. Ouça:
Nos áudios, ela afirma que Isis foi enganada com uma promessa de empresariamento que nunca aconteceu. E que o FitDance está acabando com a vida de sua filha, que tem até que tomar ansiolíticos. A coluna teve acesso à informação que, inicialmente, eles tinham proposto à bailarina uma rescisão cheia de privações, inclusive de não poder dançar em vários lugares nem criar canal no Google/YouTube.
Mas o pai dela, que é diretor musical da cantora Claudia Leitte, entrou em contato com os donos da marca e “esbravejou”. No final, o distrato teve a seguinte cláusula: “Não gravar vídeo com Ju Paiva, Dam e Live2dance”. Isis foi procurada, mas afirmou que não pode falar sobre o caso por questões legais.


















