
Leo DiasColunas

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Pioneiro, vanguardista, o primeiro a trazer a acidez na internet. Mas, claro, com muito humor. Trabalhei com Daniel Carvalho no Muito Mais, na Band. A imagem dele já dizia tudo: ele não veio para ser óbvio. Não queria ser popular. Ele estava ali pra fazer pensar. O que é algo complicado na TV.
A internet ainda tem grande dificuldade em entender o humor. Quando ele vem atrelado à crítica, então, pior. As análises da Katylene das festas cheias de famosos eram imperdíveis. Ele simplesmente dizia o que ninguém tinha coragem de dizer – mas pensava.
Só que de uns anos pra cá, o mundo está cada vez mais careta e “politicamente correto”. Criticar um vestido, uma maquiagem, fazer piada de uma declaração, soa hoje como algo imperdoável. Uma pena.
Hoje temos a Tia Crey no Instagram ao criticar com bom humor os erros cometidos pelas celebridades na hora de se vestir. Mas aqui vai uma dica: seu potencial é maior do que a mera vestimenta.
Outro que, teve que se adaptar às redes sociais e suspender o site foi o Morri de Sunga Branca. Thiago Pasqualotto é gênio. Mas anda pisando em ovos.
Entenda: a nossa renda vem das TVs, da música, das artes… E virar uma metralhadora giratória provoca um déficit na conta. É preciso saber exatamente em quem bater e já esperar o contra ataque.
Katylene se perdeu por esse movimento do politicamente correto e por problemas pessoais de Daniel. Nos últimos meses, tentei encaixá-lo em projetos. Ele queria muito voltar a mostrar seu incrível talento.
Desse caso, saímos com uma lição: é preciso se reinventar. Se o mundo cansou do nosso discurso, temos que nos adequar a ele, e não impor nossa teoria. Daniel, meu amigo, perdão, eu falhei.








