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Ida a farmácia que virou tragédia: Maldonado detalha morte de mãe
Em conversa com a coluna, jornalista demonstrou indignação com falta de evolução nas investigações
atualizado
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Após relato publicado nas redes sociais neste domingo (21/8) sobre o acidente que resultou na morte de sua mãe no início deste ano, a jornalista Patricia Maldonado conversou com a coluna e deu mais detalhes sobre o ocorrido. Além de mostrar indignação pela falta de evolução nas investigações, também revelou que o pai, que dirigia o veículo acertado, sofre de graves sequelas.
Manhã normal antes do acidente e indignação
Durante a conversa com a coluna LeoDias, a jornalista detalhou que os pais viviam um dia normal antes de sofrerem o acidente e que, antes de serem atingidos, estavam indo à farmácia. Inconformada com o fato de a investigação não ter evoluído nos últimos meses, Patricia também conta que Valinhos, cidade onde os pais moravam, não costuma ter trânsito ou confusões.
“É um pesadelo que nunca imaginei viver na vida. A gente nunca imagina viver em um negócio desse, é um descaso, uma falta de interesse. A impressão que dá, na cabeça das pessoas, é que é um simples acidente. Cada um procura seu seguro, paga o carro que tá tudo certo, mas não foi isso que aconteceu. Uma pessoa que foi na farmácia. É Valinhos, uma cidade no interior de São Paulo a 90 km da capital, é pacata, não tem trânsito. Meu pai e minha mãe foram na farmácia às 8h30, em um dia de semana”, desabafa.
A jornalista também relata que, apesar de todo o apoio que tem recebido, não acredita na capacidade da Justiça em resolver o caso: “Eu acreditava que a Justiça era para defender o cidadão, eu achava que não ia precisar falar sobre o assunto. Nos últimos dias as coisas têm evoluído de um jeito tão horrível que eu resolvi usar minha rede social para tentar conseguir algo (…) Não sei mais o que eu tenho que fazer para acontecer algo”.
Além disso, Patricia relata que está à espera da Justiça para a realização da perícia nos veículos envolvidos no acidente e que guardou o carro dos pais justamente para isso: “Esse vídeo que você viu (mostrando o estado do veículo nas redes sociais da jornalista) foi feito agora, nós guardamos o veículo esperando a Justiça fazer a perícia”.
Maldonado também reclama da qualificação do crime em que o autor da colisão foi enquadrado segundo ela: “Com todas as provas, é possível você enquadrá-lo no dolo eventual que é quando a pessoa assume o risco do que pode acontecer. Mas ele foi enquadrado como homicídio culposo, quando não há o dolo. No culposo não vai acontecer nada com ele”.
Segundo a jornalista, o homem foi enquadrado no homicídio culposo pelo delegado responsável pelas investigações. No entanto, o inquérito segue paralisado nos últimos meses sem novidades.
Sequelas do pai e depressão
A jornalista revelou que seu pai, uma das vítimas do acidente, sofreu uma grave lesão na bacia, região do quadril, e por conta disso não consegue percorrer longos trajetos sem o auxílio de cadeira de rodas.
Além disso, Patricia relatou que levou o pai para os Estados Unidos para ajudá-lo na recuperação: “Logo depois do acidente, fui ao Brasil e fiquei uns 10 dias. Eu precisei tirar meu pai de lá, da casa, da rotina. Ele ficou um mês comigo e ele quis voltar. Ele é um senhor de quase 80 anos de idade que não dá para mudar para outro país do dia para noite”.
Mesmo com todo o suporte, a jornalista detalhou que o pai convive com depressão desde o acidente: “O que a gente combinou é que ele passa um período lá com a ajuda do meu irmão e depois vem pra cá (Estados Unidos) e fica um tempo também. Ele está em depressão, obviamente, nem daria pra ser diferente. Imagina, você ter 50 anos de casamento e você está dirigindo o carro e a sua esposa morre do seu lado”.
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