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Filho de ex-Bailarina do Faustão é superdotado e atleta de xadrez

“O mais maravilhoso é que ele é uma criança normal, sem problemas na vida social", disse Rachel Gutvilen

atualizado 11/03/2021 11:41

Arquivo Pessoal

Durante uma viagem de Uber, Rachel Gutvilen, ex-Bailarina do Faustão, teve uma surpresa e tanto. Ela perguntou ao motorista quanto tempo ainda faltava para chegar ao destino e ao ouvir a resposta de nove minutos, seu filho, Romeu Gutvilen, logo completou: 540 segundos. Uma conta nada simples para uma criança de apenas 5 anos na época.

“Uma semana antes, eu havia contado para ele que um minuto tem 60 segundos. Em outro dia, falei para ele sair do banho porque já estava há duas horas, e ele respondeu que eram 7.200 segundos. Aí comecei a estimular”, conta Rachel sobre a descoberta da inteligência acima da média do filho, que completou 6 anos em janeiro.

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Rachel levou Romeu a uma neuropsicóloga infantil apta a realizar o teste de QI para avaliar se o menino é superdotado em fevereiro de 2020. “Depois de sete sessões, o resultado foi QI 130 e percentil 98”, explica ela. Percentil significa o quanto o QI avaliado está acima da média da população.

“Em janeiro de 2021 fizemos um novo teste. O QI aumentou para 138 e percentil 99. Ele faz parte de 1% da população do Brasil de 6 anos superdotada, segundo o laudo da neuropsicóloga”, comenta Rachel. “Sei que ele pode se tornar um homem que pode descobrir coisas incríveis”.

A mãe logo percebeu que Romeu queria aprender cada vez mais. “Não consegui suprir as necessidades de ele querer saber tanto, então, contratei um professor. Ele já teve um aluno superdotado e soube como agir. Estimulou sempre o Romeu porque ele sempre pedia mais e mais”, diz Rachel.

Com apenas 5 anos, Romeu já sabia mais matemática do que muitos adultos por aí. “Ele aprendeu MMC, MDC, expressões com chaves, colchetes, parênteses, raiz quadrada, potências… Depois de cinco meses de aula, já era capaz de fazer questões do Enem e até de faculdade de exatas, como determinante de matriz”, enumera a mãe.

Paixão por xadrez

Romeu, então, descobriu a paixão por xadrez. “O professor dele [Fábio Gomes de Castro] joga xadrez e pedi que o ensinasse. Em apenas quatro meses, ele já estava ganhando”, afirma Rachel, que cadastrou o filho na Associação Leopoldinense de Xadrez. O menino vai competir pela primeira vez na categoria sub-6 do Campeonato Brasileiro em abril.

Outro hobby de Romeu é tocar piano. “Aproveitei o tempo ocioso na quarentena e, três vezes por semana, ele pratica por trinta minutos em um teclado através de um aplicativo”, conta a mãe. “O mais maravilhoso é que ele é uma criança normal, sem problemas na vida social. Amável, doce, generoso, sensível. Sou mãe e pai e adoro”, comemora ela.

Romeu ganhou bolsa integral em uma escola para este ano e tem acompanhamento de profissionais para desenvolver seus conhecimentos. “Poucos pais e professores sabem identificar essas crianças. E se eles não forem compreendidos, essa energia mental pode reverberar para possíveis compulsões e transtornos”, explica Rachel.

“O Brasil está muito atrasado no assunto superdotação e altas habilidades. Temos lei de inclusão, mas ainda pouco se fala. Quero fazer parte dessa mudança. Nos Estados Unidos, eles são vistos como especiais e tratados como tal. Os vêem como grandes contribuições para a nação. Tenho vontade de que isso aconteça também no Brasil”, comenta Rachel.

Enquanto o filho se descobre um pequeno gênio, Rachel está investindo na carreira de atriz desde que deixou o balé mais famoso das tardes de domingo. “Uso minha imagem para testes de publicidade. Eu amei dançar no Domingão do Faustão, foi uma escola. Tenho o maior orgulho”, celebra ela.

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