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Especialista explica diagnóstico de neuroma de Lore Improta. Confira!

Apesar das dores, o ortopedista do Hospital Albert Sabin de São Paulo, Dr. Danilo Henrique revela se a bailarina poderá continuar dançando

atualizado 23/11/2022 21:43

Lore Improta

Bastante emotiva e temendo não conseguir dançar no carnaval,  Lore Improta compartilhou com seus seguidores na terça-feira (22/11) que foi diagnosticada novamente com Neuroma de Morton nos dois pés. A ex-bailarina do Faustão luta contra o problema há anos e já chegou a passar por cirurgia para retirar o pseudotumor benigno que causa fortes dores em seus pés. Em entrevista à coluna Leo Dias, o ortopedista do Hospital Albert Sabin, Dr. Danilo Henrique Pizzo explicou como surgem os neuromas, processo do diagnóstico e detalhes do tratamento. 

“O Neuroma de Morton é muito frequente na população, ele acomete tanto homens quanto mulheres, porém ele é mais frequente na população feminina, normalmente acontece em mulheres de 40 anos, mas pode ser acometido antes. Muitas pessoas possuem o neuroma, só que nem todo mundo apresenta o quadro clínico”, disse o especialista. 

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“O Neuroma de Morton nada mais é que um espessamento do nervo plantar digital próximo a sua divisão e ele pode acontecer principalmente devido o uso de sapatos de bico fino, devido microtraumas na região plantar do pé e do antepé, pode ser por causa de corrida, pode ser por causa de algum tipo  de esporte, mas  principalmente pelo uso de sapatos de bico fino que faz a compressão dos dedos fechando o espaço principalmente entre o segundo e terceiro dedo e o terceiro e o quarto, onde ele é mais frequente”, continuou. 

Os principais sintomas 

Segundo o ortopedista, as dores causadas pelo Neuroma são intensas, podendo causar dormências, queimação e sensação de choque na região.

“Dentre os principais sintomas estão fortes dores no peito do pé ou no solado do antepé, em forma de queimação, que pode piorar quando o paciente sobe ou desce escadas, dormência no peito do pé que vai para os dedos, principalmente no período noturno, e também uma sensação de choque entre o segundo e o terceiro dedo, ou entre o terceiro e o quarto dedo que é a ramificação dessa inervação além do encurtamento da musculação. Os sintomas podem melhorar ao massagear a região”, destacou o ortopedista.

Dr. Danilo Henrique informa também que o diagnóstico é realizado durante a avaliação clínica inicial do paciente.  “A gente escuta as queixas do paciente, sintomas de queimação é fundamental para gente, na anamnese do paciente, onde é questionado como é a dor, quando que começou, se tem histórico na família, a partir daí a gente parte para os exame físico, o exame físico tem alguns teste específicos, além dos de imagem”, disse.

As formas de tratamentos

“O tratamento é iniciado de maneira conservadora, na maioria dos casos, isso tudo depende do nível de atividade do paciente, quais são as ambições, a gente tem que entrar num acordo com o paciente, ver o que é melhor para ele, existem diversos meios de fazer essa maneira conservadora, pode ser desde do uso de palmilhas, sapatos confortáveis, mudando a pressão, ao invés de ser no antepé a gente consegue distribuir essa pressão melhor em outros dedos, pode fazer o uso de infiltrações, hoje em dia tem uma coisa nova que costuma-se fazer, que é a neuromodulação para o tratamento de neuroma. Ele pode durar para sempre, pode durar pouco tempo, depende de pessoa para pessoa, mas é uma alternativa boa para quem não quer partir para o tratamento cirúrgico”, declarou o médico. 

Sobre o caso da Lore, que há poucos anos passou pelo procedimento cirúrgico de ressecção do neuroma, o ortopedista revelou que existe a possibilidade do problema reaparecer. “O neuroma pode recidivar em 20 a 25% dos casos, mas na maioria dos casos ele costuma ir bem.”

Apesar do incômodo causado, o especialista garante que a mãe de Liz pode fazer o tratamento sem precisar parar de dançar.

“Dá para fazer o tratamento sem precisar parar de dançar. O Neuroma de Mordo não é uma comorbidade que afaste as pessoas do esporte. Ele é um problema que todas as pessoas têm, então pode-se dizer que é um problema crônico, ele agudiza quando o paciente tem algum tipo de dor, mas é totalmente passível de resolução e ela não precisa ficar com essa dor pelo resto da vida. Isso é uma coisa que a gente consegue corrigir”, esclareceu.

Os relatos de Lore Improta sobre o problema 

“Para quem me acompanha aqui sabe que eu tenho problema no meu pé, eu já fiz cirurgia, fiz agora os exames, saiu os resultados dos exames e eu estava falando agora com o médico, aí o bicho pegou. Ele só virou para mim e falou ‘Eu não sei como é que você consegue dançar com a dor que você deve sentir, com o que você tem nos seus dois pés’. É Deus, eu danço com dor mesmo, mas eu já estou aqui pensando no carnaval”, contou a coreógrafa nas redes sociais.

“Eu fico arrasada, porque é meu material de trabalho, eu fico mal porque só eu sei a dor que eu sinto, eu sinto muita muita dor quando eu uso salto alto, adormece o pé todo, é ruim mesmo”, concluiu Lore.

– Por Karol Gomes, repórter da coluna Leo Dias.

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