Leo Dias

Carlos Villagrán, o Kiko do Chaves, sobre Neymar: “Somos muito amigos”

Sucesso há 50 anos como Kiko, na série Chaves, Villagrán contou os segredos por traz da série

atualizado

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1 de 1 kiko - Foto: divulgação

Em Guadalajara, cidade no México, o escritor e empresário Raiam Santos entrevistou Carlos Villagrán, o famoso Kiko da série Chaves, na última semana. No canal do YouTube, os mais de meio milhão de inscritos conferiram na íntegra os detalhes da história do astro que deu vida a um dos personagens mais marcantes na vida dos brasileiros.

O sucesso do programa no Brasil é um fenômeno difícil de explicar. Durante o bate-papo, Carlos Villagrán contou sobre o início da carreira, o sucesso dos personagens e que sua referência de sucesso é, ninguém menos que Pelé, o rei do futebol.

Raiam começou a entrevista exaltando a popularidade do programa ainda nos dias de hoje. “Seu trabalho esteve presente na geração da minha avó, mãe, a minha e nas dos jovens de hoje em dia. Isso é muito raro de acontecer. São quatro gerações”. E completou: “Qual foi o segredo do roteiro? O que fez com que ‘Chaves’ seja atemporal?”.

“Existem vários segredos. o primeiro é que nunca foi dito nenhum palavrão, era um programa limpo, não atuamos como bêbados, não promovemos o sexo, sem violência e drogas. Chaves era um programa bobo, mas muito bem feito. (…) O programa logo foi chegando a mais lugares, como Guatemala, Costa Rica, Panamá, depois para a América do Sul. Chaves começou a ser exibido em 1971, então estou há 50 anos no papel de Kiko”, comentou o ator.

30 anos na TV

Chaves ficou no ar por mais de 30 anos na TV aberta brasileira. Segundo a imprensa mexicana, “o programa foi excluído das grades televisivas porque a família de Bolaños [Chaves] e o canal Televisa não chegaram a um acordo sobre os direitos da série“. Mas, mesmo sem acesso aos episódios, o sucesso deixa marcas nos brasileiros.

E foi para isso que cada personagem foi criado para deixar uma marca particular. “Cada ator colocou um toque de personalidade nos personagens, eu coloquei tudo o que tinha, dei o meu melhor e eu queria ir além. (…) Quero fazer as pessoas rirem até onde Deus permitir.”

Bem humorado, o escritor ainda perguntou qual seria a profissão dos sonhos de Villagrán se não fosse ator. “Quando eu era adolescente queria ser jogador de futebol profissional ou comediante. (…) Existia um círculo muito restrito para ser jogador, mas na escola, eu era o palhaço da turma e fazia sempre algo para as pessoas rirem”, conta.

E quando a palavra é sucesso, a primeira pessoa que vem em mente é Pelé. “Ele me tocou”. Carlos também é um admirador de Neymar. “Ele me deu uma camisa do Brasil, escrito Kiko e o número 10. Somos muito amigos”, comentou.

Raiam Santos finalizou a entrevista emocionado. “É muito bom ouvir que meu ídolo, tem como referência alguém de sucesso um homem negro, assim como eu, e brasileiro, do meu país, porque no Brasil, os negros são os mais pobres, moram na favela”.

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