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Leo Dias

BBB21: feridas emocionais da infância explicam desprezo de Karol Conká

A coluna conversou com uma especialista em educação emocional para entender o comportamento de Karol Conká no BBB21

05/02/2021 14:11, atualizado 05/02/2021 16:18
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Karol Conká

“Um dia excluindo ele é bom, porque daí o cara pensa. Eu já fui ignorada por horas, minha mãe me ensinou assim. Ela passava um dia sem falar comigo. Aí chega aqui e não pode?”, comentou Karol Conká durante o BBB21. O argumento da cantora para tratar Lucas Penteado com desprezo levantou um debate nas redes sociais. Seu comportamento seria um trauma de infância? A forma de criação dos pais justifica os atos de adultos?

“A criação afeta e muito o comportamento humano. É na infância que formamos as crenças sobre nós e sobre o mundo, baseado no modelo aprendido com nossos pais. Uma criança que é desrespeitada aprende que é assim que se relaciona com o outro. E muitos passam a vida toda buscando relacionamentos tóxicos como o que tiveram na infância”, explica Telma Abrahão, biomédica e especialista em educação emocional.

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Karol é passou de muda do empoderamento para vilã das vilãs do BBB
A rapper perseguiu Lucas Penteado
Karol é cantora
Ela se tornou a vilã do BBB21
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Ela, provavelmente, sofrerá para recuperar a imagem
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Ela é do grupo Camarote
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Segundo ela, Karol ataca antes de se ferir pois acredita que é assim que os relacionamentos funcionam. “Esse mecanismo de repetição automática pode ser quebrado quando o adulto toma consciência desse ciclo vicioso em sua vida, que reflete especialmente nas relações pessoais. A infância pode deixar traumas mas, quando adultos, cabe a nós buscarmos nossa cura”, diz ela.

Ao falar sobre adultos que tiveram a violência como base das relações na infância, Telma descreve o comportamento de Karol. “Normalmente, são pessoas que desconhecem o significado da palavra empatia. Ficam autocentrados e não percebem as necessidades emocionais das outras pessoas. O ataque e a fúria viram a forma natural de se relacionar. É preciso uma tomada de consciência muito grande para aprender a fazer diferente”.

A especialista em educação emocional explica que ignorar o outro não é uma maneira adequada de tratamento nem com crianças nem com adultos. “Somos seres sociáveis e os relacionamentos são fundamentais para o nosso desenvolvimento emocional saudável. O desprezo é a pior forma de punição. A indiferença dói mais que brigas e discussões porque te coloca em um lugar invisível, como se você não existisse e não importasse”, explica ela.

Mas a criação da cantora justifica seu comportamento atual? “Karol já é adulta e certamente tem muitas feridas emocionais que a levam a atacar e agir de maneira impulsiva, na defensiva. É claro que ela poderia escolher agir de forma mais empática. É possível mudar, mas nem todos querem ou conseguem fazer mudanças positivas. Se fosse simples, o mundo não estaria tão cheio de desafetos e dificuldades socioemocionais”, garante Telma.

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