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Weintraub diz ter “desligado” coronel após denúncias de assédio sexual

Ex-ministro da Educação comentou sobre as repercussões de denúncias, mas evitou criticar o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães

atualizado

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Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles
Abraham Weintraub
1 de 1 Abraham Weintraub - Foto: Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

Candidato a governador de São Paulo, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou, nesta quinta-feira (30/6), que conseguiu desligar duas pessoas da pasta por assediar servidoras, sendo que uma delas é coronel do Corpo de Bombeiros. Ele não especificou a unidade da Federação onde o militar serve.

Sem citar nomes, Weintraub chamou de “covarde” os dois ex-funcionários acusados e diz que, em Brasília, o assédio “é muito forte” entre cargos comissionados, principalmente os de indicação política.

“Em Brasília, aconteceram dois casos.  Um estava na minha equipe e outro no MEC, antes de eu entrar. Cheguei e comecei a escutar histórias”, disse durante a live Weintraub sem filtro, publicada no perfil dele no Twitter.

“Quando cheguei ao MEC, tinha histórias horrorosas sobre um deles. Mandei o cara embora, era indicado das gestões passadas. Não posso falar o nome dele, porque poderia ser processado. Quando mostrei que queria pegar ele para valer, ele sumiu não só do MEC, mas de Brasília”.

Weintraub disse que, após o desligamento, o acusado tentou buscar indicações em outros ministérios, mas teria sido impedido porque o então ministro da Educação alertou os titulares da Esplanada sobre a situação.

“Esses vagabundos têm conexões políticas. Esses caras não fazem isso se não tiverem costas quentes. Eu avisei no outro ministério que aquele vagabundo estava tentando se colocar lá”, disse.

No caso do militar, o ex-ministro disse que ele integrava uma a área de compras da pasta. Segundo Weintraub, o oficial mandava mensagens de WhatsApp para as comissionadas sugerindo encontros durante os fins de semana.

“O brasileiro tem muito do deixa disso, um dos grandes problemas que temos no Brasil. Então, a gente nunca resolve. Então, a gente tinha que pegar esse coronel, pegar os ‘zaps’ dele e fazer um boletim de ocorrência. As moças que foram assediadas lá no MEC foram assediadas durante anos. No final do dia, ele chamava as moças na sala dele”.

Veja o vídeo a partir do minuto 12:


As declarações do ex-ministro ocorreram após o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, ter revelado vários casos assédio atribuídos ao então presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. O banqueiro pediu demissão após as denúncias se tornarem públicas.

Contudo, Weintraub preferiu se abster de comentar o caso específico do apadrinhado do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Quando tiver as provas, tem que destruir o cara. Não estou falando do caso do Pedro Guimarães, porque eu não sei. Tem bastante gente falando, em várias empresas, é ruim. Mas eu não sei o que aconteceu. Tem que ver as provas, não estou falando dele explicitamente. Estou falando que tem que enfrentar e as pessoas que estão lá devem agir”

 

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