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Novos hospitais de campanha serão erguidos no Gama e em Santa Maria

De acordo com a Secretaria de Saúde, a Novacap será parceira nos projetos que prevê a capacidade de 100 leitos de UTI em cada unidade

atualizado 04/03/2021 10:42

Lucas Silva/Secom

A Secretaria de Saúde do DF prevê erguer os dois novos hospitais de campanha anunciados nesta quarta-feira (3/3) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em duas cidades próximas: Gama e Santa Maria. De acordo com a pasta, porém, “outra localidade ainda está em estudo pelo GDF”.

Segundo a secretaria, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) será responsável pelas obras e cada unidade terá a capacidade de 100 leitos de UTI (unidade de terapia intensiva), totalizando mais 200 vagas para pacientes com os casos mais graves da Covid-19.

As regiões administrativas foram escolhidas estrategicamente por serem vizinhas das principais cidades do Entorno que fazem divisa com o Distrito Federal, como Valparaíso (GO) e Novo Gama (GO), por exemplo.

Mais cedo, o governador Ibaneis publicou em sua conta no Twitter a decisão de criar mais dois hospitais de campanha para atender pacientes com Covid-19.

O emedebista concedeu entrevista nesta manhã ao apresentador José Luiz Datena, da Bandeirantes. Na ocasião, ele também comentou sobre a abertura de novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) no DF voltados para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus.

“Nós já conseguimos para essa semana mais 100 leitos de UTI. Até a próxima semana, serão mais 221 leitos de UTI. Estamos contratando mais dois hospitais de campanha, com 100 leitos cada um deles. Isso vai nos dar um determinado conforto”, afirmou o chefe do Executivo local.

Durante a entrevista, o governador voltou a citar a ocupação de UTIs por pacientes do Entorno do DF e disse que, nas cidades de Goiás vizinhas à capital, “não existe uma estrutura hospitalar”.

“Nós tivemos, na região do Entorno do Distrito Federal, o agravamento muito forte da transmissão do Covid”, disse. “Então, todo esse pessoal é atendido aqui no Distrito Federal […] Era em torno de 5% a 6% de ocupação de pessoas do Entorno, e nós chegamos a 25% de ocupação das nossas UTIs com pessoas de fora da cidade. E nós temos de atender todos os brasileiros, o sistema é único de saúde e nós temos de cuidar de ampliar a nossa rede hospitalar para atender toda a população”, completou.

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