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“Não tem acordo para aula presencial”, reforça diretora do Sinpro-DF

Rosilene Correa voltou a criticar decisão do GDF e adiantou que deve ser recebida pelo secretário de Educação na sexta-feira (26/2)

atualizado 25/02/2021 20:07

sala de aulaDÊNIO SIMÕES/AGÊNCIA BRASÍLIA

O Sindicato dos Professores voltou a afirmar, nesta quinta-feira (25/2), que “não tem acordo” para a retomada das aulas presenciais na rede pública de ensino do Distrito Federal. A declaração foi dada ao Metrópoles pela professora Rosilene Correa, diretora da entidade, que adiantou o agendamento de uma reunião com o secretário de Educação, Leandro Cruz, para sexta-feira (26/2).

“O sindicato já declarou a sua posição de que não tem acordo em retorno com aula presencial no dia 8 de março, nas condições que estamos: não tem vacina e as escolas não têm condições para esse retorno. A categoria está em férias e só será chamada, se necessário, no retorno”, reforçou a sindicalista.

Durante uma série de compromissos em Santa Maria, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse ser “urgente o retorno das aulas presenciais” nas escolas da rede pública.

“Sei da reivindicação dos professores e da legitimidade dos educadores no que diz respeito à vacina, mas não podemos mais prejudicar as nossas crianças. Elas são exatamente as mais necessitadas”, ressaltou o titular do Palácio do Buriti, durante a inauguração da reforma da Escola Classe 1 do Porto Rico.

Repercussão

Após a declaração do emedebista, o deputado federal Professor Israel Batista (PV-DF) alertou sobre a falta de estrutura e segurança para a volta às aulas na rede pública.

“O momento é de precaução. Será que a gente tem realmente condições de reabrir as escolas? As salas permitem o distanciamento necessário entre os alunos? Nos banheiros, você encontra sabão e papel higiênico? A realidade não é essa! Se não há o mínimo, quem dirá álcool gel?”, provocou.

Secretário-geral da Frente Mista da Educação no Congresso, o parlamentar defende que a prioridade agora é buscar a vacina para imunizar professores e profissionais da educação.

“O governo tinha que estar preocupado com a aquisição das doses para incluí-los nos grupos prioritários. Não dá para reabrir as escolas a qualquer preço, no auge da pandemia.”

 

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