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Chico Vigilante aciona Cade por preços abusivos de combustíveis no DF

De acordo com o deputado distrital, há indícios de nova combinação de preços e formação de cartel entre revendedores de gasolina e etanol 

atualizado 21/01/2021 18:26

Carro durante abastecimento em posto do Distrito FederalAndre Borges/Esp. Metrópoles

Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa (CLDF), o deputado distrital Chico Vigilante (PT) ingressou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), nesta quinta-feira (21/1), contra a volta de preços abusivos de combustíveis praticados no Distrito Federal. Para o parlamentar, há indícios de combinação de preços e formação de cartel.

Com um histórico da taxação acima do nível da normalidade, a população do DF sente no bolso reajustes constantes nas bombas de combustíveis. Atualmente, o litro da gasolina chega a ser vendido acima de R$ 5 em muitos postos.

“A verdade é que o cartel se reagrupou. Brasília é a cidade com o maior lucro per capita na venda de combustível. Espero que a Cade reative a fiscalização e os processos que estava promovendo para que seja barrada essa escalada de preços no DF”, disse o deputado.

Militante do movimento contra o preço cartelizado, Vigilante lembra que a justificativa para os reajustes é sempre o aumento nas refinarias da Petrobras. No entanto, quando a estatal anuncia redução dos preços, isso nunca se reflete nas bombas.

“Ou seja, quando a Petrobras aumenta os preços nas refinarias, os postos de combustíveis do Distrito Federal entendem ser seu direito repassar o aumento para o consumidor. Quando, porém, a estatal abaixa os preços nas refinarias, a redução não é repassada para o consumidor”, reclama.

O petista avalia que o brasiliense vem sofrendo sistematicamente com a redução de seu poder aquisitivo, reflexos também da pandemia causada pelo novo coronavírus e a falta de uma política econômica nacional eficaz.

“Quando o governo está sem rumo, desnorteado, cabe às instituições democráticas, de caráter permanente, atuar para minimizar os problemas sofridos pela população. E, nesse sentido, deixar o consumidor da capital federal à fúria capitalista dos donos de postos de combustíveis não me parece correto”, disse.

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