Advogada presa em operação ganha cargo na Secretaria de Trabalho do DF

Alinne Marques é investigada por falsificar documentos para facilitar grilagem de terras, mas foi nomeada coordenadora da pasta local

atualizado

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Alinne Marques, advogada presa em operação da polícia durante sessão na Câmara Legislativa do Distrito Federal - Metrópoles
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Uma advogada que chegou a ser presa pela Operação Terra Livre, a qual desarticulou duas quadrilhas especializadas no parcelamento irregular de terrenos no Polo de Cinema de Sobradinho, foi nomeada, nesta quarta-feira (22/6), para um cargo na coordenação da Secretaria de Trabalho do Distrito Federal.

Apesar de indiciada pela Polícia Civil (PCDF) em maio, Alinne de Souza Marques foi contemplada com a vaga de coordenadora de Ações para o Trabalhador e o Empregador, da Subsecretaria de Atendimento ao Trabalhador e Empregador. Para a função, receberá o salário de quase R$ 6 mil.

A advogada já havia ocupado uma cadeira na Secretaria de Trabalho até outubro do ano passado, quando foi exonerada.

De acordo com o inquérito encaminhado para a Justiça, Alinne Marques teria uma função importante no grupo investigado.

A apuração comandada pela 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) indica que a defensora esquentava documentos forjados para, supostamente, garantir a legalidade das invasões.

A coluna Janela Indiscreta acionou a Secretaria de Trabalho, que informou que após a publicação da notícia, Alinne foi exonerada.

Advogada do DF é presa por “esquentar” documentos para grileiros

Alinne Marques

Durante o cumprimento da detenção e do mandado de busca, os policiais encontraram vários carimbos e assinaturas falsificados de cartórios, todos usados por Alinne.

Presa na operação, Alinne também ficou conhecida por ter participado das eleições de 2018 e pleiteava uma das cadeiras da Câmara Distrital, mas não obteve votos suficientes.

Veja imagens do material apreendido na operação:

 

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A Operação Terra Livre é conduzida pela 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho). São cumpridos quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão
Segundo as investigações, os grupos brigam pela posse ilegal de terras que pertencem à Terracap e são destinadas à concretização do Polo de Cinema.
Se condenados, os suspeitos podem pegar de sete a 22 anos de reclusão, pela prática dos crimes de associação criminosa
De acordo com a polícia, a rivalidade entre os suspeitos era tão acirrada que eles chegavam a usar armas de fogo nas trocas de ameaças
Ainda para tentar ter direito aos terrenos, os grupos simulavam que moravam no local há vários anos
Alline ocupou cargo público na Secretaria de Trabalho até outubro do ano passado
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Alline ocupou cargo público na Secretaria de Trabalho até outubro do ano passado

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A Operação Terra Livre é conduzida pela 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho). São cumpridos quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão
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A Operação Terra Livre é conduzida pela 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho). São cumpridos quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão

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Segundo as investigações, os grupos brigam pela posse ilegal de terras que pertencem à Terracap e são destinadas à concretização do Polo de Cinema.
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Segundo as investigações, os grupos brigam pela posse ilegal de terras que pertencem à Terracap e são destinadas à concretização do Polo de Cinema.

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Se condenados, os suspeitos podem pegar de sete a 22 anos de reclusão, pela prática dos crimes de associação criminosa
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Se condenados, os suspeitos podem pegar de sete a 22 anos de reclusão, pela prática dos crimes de associação criminosa

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De acordo com a polícia, a rivalidade entre os suspeitos era tão acirrada que eles chegavam a usar armas de fogo nas trocas de ameaças
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De acordo com a polícia, a rivalidade entre os suspeitos era tão acirrada que eles chegavam a usar armas de fogo nas trocas de ameaças

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Ainda para tentar ter direito aos terrenos, os grupos simulavam que moravam no local há vários anos
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Ainda para tentar ter direito aos terrenos, os grupos simulavam que moravam no local há vários anos

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As apurações apontam, ainda, que as duas organizações também tentavam se infiltrar no meio político a fim de conseguir algum tipo de favorecimento
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As apurações apontam, ainda, que as duas organizações também tentavam se infiltrar no meio político a fim de conseguir algum tipo de favorecimento

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Três dos investigados já são considerados foragidos
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Três dos investigados já são considerados foragidos

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A operação

A Operação Terra Livre cumpriu quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Segundo as investigações, os grupos brigavam pela posse ilegal de terras que pertencem à Terracap e são destinadas à concretização do Polo de Cinema. Trata-se, ainda, de área de proteção ambiental.

“Ainda que a ocupação estivesse ocorrendo de forma autorizada, notamos que os grupos rivais estavam realizando parcelamento irregular, em glebas abaixo de dois hectares”, disse o delegado-chefe da 13ª DP, Hudson Maldonado.

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