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Vestido luminescente feito com algas vivas é destaque na alta-costura
A couturier holandesa Iris Van Herpen apresentou a criação inovadora durante desfile de sua marca homônima em Paris
atualizado
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O trabalho visionário da estilista holandesa Iris Van Herpen é permeado por uma interseção entre alta-costura e ciência. Em seu desfile mais recente, a designer apresentou uma espécie de vestido “vivo”, feito com cerca de 125 milhões de microalgas bioluminescentes.
Vem entender!

Vestido “vivo” na passarela da Semana de Alta-Costura
Na Semana de Alta-Costura, em Paris, a couturier Iris Van Herpen se destacou com a nova coleção de outono/inverno 2025/26, intitulada Sympoiesis. A principal inspiração para o compilado é a força motriz dos oceanos, traduzindo-a em camadas translúcidas de tecido e silhuetas que avançam e recuam como as marés.
O vestido inovador integra o conjunto de peças desfiladas e foi desenvolvido em parceria com o biodesigner Chris Bellamy durante meses. Em um processo que leva, aproximadamente, 35 etapas, as microalgas saem do estado líquido para o sólido e são incorporadas a um gel nutriente que simula as condições naturais de respirabilidade e umidade a que estão acostumadas em seu habitat natural.


O material é usado para preencher os moldes em 3D criados por Van Herpen, e, a partir da sensação de movimento, as algas repetem seu comportamento característico e se acendem. Nos momentos de descanso, em que o vestido não está sendo usado, ele é armazenado em uma cabine de estufa que simula as condições naturais marinhas, nutrindo a espécie de forma saudável.
Confira o desfile da coleção Sympoiesis:


Na passarela da Semana de Alta-Costura de Paris, a peça inovadora foi desfilada pela modelo Stella Maxwell. Em um vídeo dos bastidores do evento, Bellamy revela que a modelo precisou se vestir em um ambiente com iluminação reduzida em tom vermelho para evitar causar estresse aos microrganismos que compõem o vestido.
Conheça a designer
A holandesa Iris Van Herpen é referência quando falamos de convergência entre moda e inovação. A estilista utiliza de sua bagagem enquanto dançarina de balé clássico para explorar fluidez e movimento nas suas criações, buscando sempre equilibrar a interseção entre materiais futuristas tecnológicos e a silhueta do corpo humano.


A natureza é um tema recorrente do seu trabalho, explorando os quatro elementos — água, fogo, ar e terra — em coleções únicas. Sua marca homônima existe desde 2007, e, anualmente, a designer participa da Semana de Alta-Costura.
Veja mais detalhes da coleção Sympoiesis














