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Ilca Maria Estevão

Tear: joalheira Vânia Ladeira adianta detalhes da próxima coleção

Uma técnica desenvolvida no ateliê da designer de joias batiza novo compilado de peças, a ser lançado em novembro

25/10/2019 05:35, atualizado 25/10/2019 10:50
Hugo Barreto/Metrópoles
Tear: joalheira Vânia Ladeira adianta detalhes da próxima coleção

A designer de joias Vânia Ladeira está prestes a comemorar os 10 anos de sua marca homônima, com base em Brasília. Na segunda coleção de 2019, uma técnica especialmente desenvolvida pela artista será protagonista. Vânia dá um acabamento único a peças que levam fios de ouro e pequenas gemas com o auxílio de um maçarico bem fino (GIF abaixo). Batizado de tear, em referência ao tradicional aparelho de tecelagem, o procedimento dá nome ao compilado com lançamento marcado para o dia 19 de novembro.

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Apesar de ser o mote da nova coleção, o método é utilizado no ateliê da designer há cerca de seis anos. “Sempre gostei de trabalhar com as gemas furadas no fio, mas as formas encontradas por aí são bem diferentes da nossa, colocando um fio de pedrinhas e outro costurando. Fica parecendo um acabamento de bijuteria, me incomodava muito”, explica Vânia.

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Com a técnica exclusiva, as pedrinhas são colocadas em um fio de ouro, dentro de um suporte de metal. Ouro e prata são os materiais escolhidos para a nova coleção. Em seguida, um maçarico bem fino de oxigênio e gás dá um acabamento nas pontinhas do fio, transformando-as em bolinhas.

Para a designer mineira radicada em Brasília, a beleza está não só nas peças, mas também no processo de produção.

“Chamamos essa composição de tear, porque é como se fosse um tapete. Já lancei outras coleções com essa mesma técnica”

Vânia Ladeira
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Vânia Ladeira adianta alguns detalhes da coleção Tear, com lançamento marcado para novembro. A joia da foto é uma das novidades
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A coleção foi batizada com o nome da técnica tear, desenvolvida no próprio ateliê da marca
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Um fio de metal é colocado dentro da estrutura principal da peça. Um maçarico bem fino dá o acabamento à estrutura de metal que dá suporte às pequenas gemas
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O maçarico é usado para prender o fio e, depois, para finalizá-lo
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Mineira radicada em Brasília há mais de duas décadas, Vânia criou a marca há 10 anos e usa o método tear há seis
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As peças feitas com esse procedimento serão o mote do novo compilado, com previsão de 60 modelos

Ouro amarelo, rouge, prata branca e negra são os metais escolhidos para a coleção Tear. Quanto às pedras, há ametista, turmalina em várias cores, topázio, cristal, rubi, safira, esmeralda e diamante champagne. Os muranos, uma das marcas registradas da joalheira, retornam na forma de suas clássicas mandalas.

“O nome da coleção vai ser Tear, com intuito de falar sobre como tecemos e fortalecemos os relacionamentos nesse momento de relações tão fluidas, tão rápidas. No nosso trabalho, mostramos exatamente o contrário disso. As coleções de novembro têm a ver com a identidade da marca. Neste ano, é especial, porque celebramos uma década”, comenta a joalheira.

Normalmente, Vânia lança duas coleções anuais, em abril e em novembro. A primeira é inspirada na arquitetura, enquanto a segunda costuma comemorar o aniversário da etiqueta. Uma peça da nova coleção, a exemplo da medalha quadrada, leva 16h para ficar pronta.

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Mais prévias da coleção Tear
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Pedras coloridas neste par de brincos
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Mandala quadrada com a técnica tear
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Outra novidade desta coleção é o nome da marca, que, agora, aparece na parte da frente das peças. A ideia veio quando a designer notou que as clientes estavam usando as joias ao contrário, para exibir o nome

Desta vez, a marca traz mais uma novidade: o logotipo é grafado na parte da frente das peças. “Passamos a assinatura para a frente, porque as clientes estavam usando viradas”, acrescenta a designer.

Ao longo da última década, o relacionamento com as clientes ficou tão íntimo que deu origem a uma espécie de clube: as Divas Vânia Ladeira. “Nosso contato vai muito além do adquirir ou vender uma peça”, pondera.

“Eu sou artista plástica de formação. O trabalho personalizado, a minha presença aqui, tudo isso faz parte da peça. Acho que são obras de arte, é outro tipo de gosto, de cliente. Nem são clientes, são amigos”, observa Vânia.

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Vânia está comemorando 10 anos de sua joalheria homônima
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Peça de uma coleção anterior com a técnica tear
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Par de brincos de uma coleção passada
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Outro par de brincos. Para Vânia, suas peças são obras de arte e simbolizam muito mais do que uma aquisição para as clientes

Depois de um preview para clientes, realizado nesta semana, Vânia estima que a coleção terá cerca de 60 modelos. “Estamos fazendo previews desde o ano passado. É bom porque as clientes mais chegadas se sentem honradas em estarem vendo em primeira mão. Também é um termômetro para ficarmos mais animados”, conta.

A criação das coleções começa com a escolha do tema, da paleta e das gemas. Depois de ter um norte definido, tudo se desenvolve. A coleção Tear nem foi lançada, mas Vânia já planeja as novidades de abril. Segundo ela, será algo bem artístico e menos comercial. “Quero estar cada dia mais próxima das artes”, completa. O evento de lançamento deverá ocorrer em uma galeria.

Colaborou Hebert Madeira

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