
Ilca Maria EstevãoColunas

Relógios como investimento fazem acessório crescer no mercado nacional
Alta nas vendas, apelo como investimento e retomada do protagonismo no luxo impulsionam o mercado de relógios no Brasil
atualizado
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O relógio de luxo deixou de ser apenas um símbolo de status para se tornar também uma escolha estratégica cada vez mais comum no Brasil, servindo como investimento em meio a incertezas do mercado fashion. Depois de anos sendo colocado em segundo plano diante dos smartphones, o relógio de pulso recuperou protagonismo no luxo.
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Um mercado em aceleração
O setor dos relógios de pulso volta a ser um importante representante do mercado dos acessórios. No Brasil, uma forte retomada foi observada, com o faturamento saltando de cerca de R$ 950 milhões em 2020 para R$ 1,4 bilhão em 2024.
O avanço continuou em 2025, com crescimento de 42% nas vendas nos primeiros meses do ano, impulsionado por consumidores em busca de peças duráveis e com valor simbólico.
De um ano para cá, o mercado global de relógios de luxo segue em expansão e pode crescer cerca de 9% ao ano até a próxima década, impulsionado por colecionadores, investidores e novos consumidores.

Relógios como investimento
Outro fator que explica a alta é a transformação do relógio de luxo em ativo financeiro. O mercado de segunda mão se consolidou como um dos motores do setor: globalmente, movimenta dezenas de bilhões de dólares por ano.
No Brasil, esse segmento já gira em torno de R$ 2,5 bilhões e deve ultrapassar R$ 4 bilhões até o fim da década. A lógica é simples: modelos icônicos mantêm valor — e, em alguns casos, se valorizam com o tempo — o que atrai tanto colecionadores quanto investidores.
Inserido em um mercado de luxo que cresce acima da média global, o Brasil se consolida como território estratégico. O setor como um todo já apresenta expansão consistente e deve continuar avançando nos próximos anos, impulsionado pelo aumento da renda e pela demanda por bens aspiracionais.











