com Rebeca Ligabue, Hebert Madeira e Sabrina Pessoa

Designer brasileiro João Incerti acusa marca Meg de plágio em estampa

O profissional utilizou as redes sociais para apontar o uso indevido de suas criações nas peças da etiqueta norte-americana

atualizado 06/05/2021 15:45

Estampa João Incerti@o_incerto/Instagram/Reprodução

Ao rolar o feed de João Incerti no Instagram, o usuário da rede social pode conferir o trabalho de estamparia feito pelo brasileiro. Por lá, o artista também publica suas criações pinceladas em paredes e alguns detalhes do seu processo criativo. Contudo, em uma publicação recente, o designer compartilhou com os seguidores uma acusação de plágio contra a marca norte-americana Meg. Trata-se de um print utilizado sem autorização pela label, que estava comercializando as peças de vestuários a preços promocionais.

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Giphy/Meg/Divulgação

Radicado no Rio de Janeiro, o artista é reconhecido pelas estampas multicoloridas com padrões florais e animais selvagens. A maioria delas são comercializadas pela etiqueta carioca Farm, em colaborações embasadas por contratos. O profissional desenvolve as padronagens para serem vendidas pela label de forma exclusiva.

O profissional brasileiro já tinha notado o uso indevido de seu trabalho pela marca Meg. Após ver uma publicação no perfil Diet Prada que denunciava a estilista Meghan Kinney, nome por trás da grife, por uso indevido de uma outra estampa, João Incerti se sentiu motivado para sinalizar nas plataformas sociais que também foi vítima da etiqueta.

“Esta é uma das minhas artes mais amadas, chamada Cachos de Tucano, em português, e Crazy Toucans em inglês. Às vezes, nos acostumamos com as pessoas copiando o nosso trabalho, acontece com mais frequência do que você pode imaginar, mas @diet_prada me fez encontrar esse e resolvi postar dessa vez. Espero que você contrate seu próprio designer de superfície em breve @megbymeghankinney“, legendou João.

Estampa João Incerti
João Incerti compartilha no Instagram seus trabalhos com estamparia e design de superfícies

 

Estampa João Incerti
Recentemente, o profissional utilizou a plataforma para fazer uma denúncia

 

Estampa João Incerti
Um de seus prints estava sendo usado de forma indevida por uma marca norte-americana

 

Estampa João Incerti
Trata-se da label Meg, da estilista Meghan Kinney

 

Estampa João Incerti
João colabora com a etiqueta carioca Farm

O outro caso citado se refere à denúncia feita por Brendan Fagan, que sinalizou o uso de uma arte por Meg, sem que a autora soubesse. A profissional chegou a levar o caso à Justiça, mas contou que o desfecho não foi satisfatório.

“Eles reconhecem que tenho uma reivindicação legítima por violação de direitos autorais e admitem que Meg lucrou com essas vendas ilegais. Eles dizem que há algo em torno de US$ 5 mil de lucro mas, depois, falaram que vai custar mais processá-los do que eu posso receber de indenização, porque a obra de arte não foi registrada antes do uso ilegal”, apontou.

No mesmo post, ela recomenda seus seguidores a registrarem os direitos autorias de suas criações. “Eles estão me oferecendo apenas US$ 1.000 para liquidar minhas reivindicações. Como li isso? ‘Sim, eu roubei de você e lucrei com isso, mas já que sabemos que você não pode fazer nada a respeito’”.

Estampa João Incerti
A estampa foi usada em macacões, camisas e saias

 

Estampa João Incerti
Outra designer também teve seu trabalho usado sem autorização pela Meg

 

Estampa João Incerti
Brendan Fagan chegou a processar a etiqueta americana por plágio

 

Estampa João Incerti
Nas redes sociais, a profissional recomenda o registro de direitos autorais

Os dois casos de plágio foram noticiados em uma nova postagem do Diet Prada. Por lá, o perfil sinaliza os trabalhos “roubados” por Meghan Kinney para sua linha de moda Meg.

“Kinney percorreu um longo caminho desde a criação de raízes como designer independente no East Village em meados da década de 1990. O negócio da aluna treinada pela FIT cresceu desde então para incluir cinco lojas em Nova York e uma em Toronto… Foi tempo suficiente para adquirir alguns hábitos superobscuros, mas aparentemente não o suficiente para descobrir como contratar seu próprio designer de impressão”, ressaltou a página.


Colaborou Sabrina Pessoa

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