com Rebeca Ligabue, Hebert Madeira e Sabrina Pessoa

Moda íntima: Zara lança linha de lingeries pela primeira vez

A coleção da marca nesta categoria traz mais de 150 opções de produtos, porém oferece grade de tamanhos limitada

atualizado 29/10/2020 16:16

Coleção The Female Gaze, da ZaraAnnemarieke van Drimmelen/Zara/Divulgação

A Zara é uma das etiquetas de fast fashion conhecidas por democratizar tendências de moda. A varejista espanhola, que pertence à empresa-mãe Inditex, está sempre de olho no que os clientes procuram. Durante a quarentena, quando pijamas e peças íntimas viraram o uniforme de muitas pessoas, a label mostrou-se alinhada a essa tendência. Agora, a marca lançou sua primeira linha de lingeries, categoria que não havia experimentado até então.

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Giphy/Zara/Divulgação

The Female Gaze

Batizada de The Female Gaze, que significa “o olhar feminino”, a coleção inclui uma variedade de mais de 150 itens. As opções vão desde lingeries, tops, robes e camisolas, a opções de loungewear, a exemplo de camisetas, pijamas, máscaras para dormir e outros estilos de roupas e acessórios. Entre as opções de cor, surgem o nude, preto, branco e cinza prateado.

Os produtos, definidos pela Zara como “elegantemente sedutores”, são trabalhados em materiais como seda, cetim, tule, cashmere, lã, algodão e renda. O conforto, regra das peças da quarentena, foi uma das prioridades no processo de desenvolvimento. “Uma feminilidade paralela é explorada por meio de uma abordagem mais ‘cotidiana’, projetada com a intenção de ser usada da manhã à noite”, revelou a empresa em comunicado. As fotos da campanha são poéticas, capturadas pelas lentes da fotógrafa Annemarieke Van Drimmelein.

O lançamento chegou ao e-commerce da Zara em alguns países, como os Estados Unidos, na última quinta-feira (22/10). Até o momento, a coleção não está disponível na loja virtual do Brasil. Com as peças íntimas, a marca se torna mais um exemplo de empresa do grupo Inditex a trabalhar com essa categoria, como já fazem a Bershka, a Pull&Bear e a Oysho. Essa última, apesar de ter como forte o streetwear e peças esportivas, nasceu focada em moda íntima.

Um ponto que pode decepcionar algumas clientes são os tamanhos. Em um cenário em que diversas etiquetas oferecem opções com números inclusivos – como Savage x Fenty e ThirdLove –, a linha de lingeries da fast fashion espanhola tem uma grade que vai somente do P ao G. Por mais atenta que a empresa esteja com os interesses dos clientes, deixou a desejar nesse aspecto.

Coleção The Female Gaze, da Zara
A coleção The Female Gaze, da Zara, é a primeira investida da fast fashion espanhola na categoria de lingeries

 

Coleção The Female Gaze, da Zara
Os mais de 150 itens incluem peças íntimas, camisetas, pijamas e acessórios, como meias e máscaras para dormir

 

Coleção The Female Gaze, da Zara
O conforto é uma das prioridades da coleção, trabalhada em materiais como seda, cetim, algodão e renda

 

Coleção The Female Gaze, da Zara
As peças já chegaram ao e-commerce da Zara em alguns países, como os Estados Unidos

 

Coleção The Female Gaze, da Zara
As peças têm caimento suave

 

Coleção The Female Gaze, da Zara
A grade de tamanhos, no entanto, deixa a desejar: só inclui P, M e G

 

Coleção The Female Gaze, da Zara
As fotografias da campanha foram feitas por Annemarieke Van Drimmelein

 

Coleção The Female Gaze, da Zara
Por ora, a coleção não está disponível na loja virtual do Brasil. A coluna procurou a assessoria de imprensa internacional da Zara por e-mail para saber se existe alguma previsão de chegada, mas não obteve resposta até a última atualização deste texto

 

Moda íntima vira casual

Ao mesmo tempo que não usar roupas virou a regra para muitas pessoas durante o isolamento social, os feeds dos Instagram, o street style e até as passarelas têm demonstrado interesse em transformar peças íntimas em itens casuais. Ou seja, usá-las para compor looks do dia, como sutiãs à mostra embaixo do blazer, samba-canção como shorts femininos, entre outras formas de se vestir “pela metade”.

Um belo exemplo dessa tendência nas ruas foi quando, em 2019, Katie Holmes apareceu combinando um cardigã e um sutiã de cashmere. Nos desfiles de outono/inverno 2021, a ideia de usar só o top por baixo da terceira peça foi vista em desfiles de marcas como Fendi, Gucci e Dion Lee. Jacquemus, certamente, foi quem mais se aproveitou desse truque em sua coleção FW20. Em 2020, com a pandemia, a regra foi deixar pele à mostra. Para o ano que vem, será que a mesma ideia promete?

 

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Interesse do público em lingeries

Dados apontam que o mercado de lingeries só tende a crescer. Isso já vinha sendo observado há alguns anos e, atualmente, o hábito de usar menos roupa durante a pandemia só contribuiu para a categoria. Em junho, o jornal The New York Times publicou reportagem em que apontou o crescimento nas vendas de lingeries em várias lojas durante os primeiros meses da quarentena, a partir de março.

De abril a maio, as vendas da coleção Ambra aumentaram 200% no site da marca La Perla, por exemplo. Já no período entre março e o fim de maio, as vendas do e-commerce da Le Mystère dobraram em comparação ao mesmo período de 2019.

Esses são só alguns entre vários exemplos que demonstram como o interesse da clientela feminina por peças íntimas aumentou significativamente. Um estudo da Zion Market Research, divulgado em 2018, aponta que o mercado de lingeries deve atingir US$ 59 bilhões até 2024 no mundo inteiro. A título de comparação, o valor correspondia a US$ 38 bilhões em 2017, diferença de US$ 21 bilhões em sete anos.


Veja mais algumas peças da coleção The Female Gaze, da Zara, na galeria:

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Colaborou Hebert Madeira

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