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Met Gala 2026: as referências dos principais looks explicadas
Convidados e estilistas se inspiraram em obras famosas para os looks desfilados no baile de gala beneficente; confira
atualizado
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Moda é Arte foi o tema da edição de 2026 do Met Gala, jantar beneficente que acontece anualmente no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. O dress code do evento é ditado a partir da exposição que ocorre simultaneamente no museu. Neste ano, o tema escolhido que guiou as vestimentas dos convidados propõe um olhar para a moda como linguagem artística: peças que não se limitam ao vestir, mas que ocupam espaço como esculturas, narrativas visuais e experimentos de forma, matéria e conceito. Nesse sentido, diversas das produções apresentadas nessa segunda-feira (4/5) foram inspiradas em verdadeiras obras de arte.
Vem ver!

Pinturas famosas
Pinturas icônicas foram o ponto de partida para a criação de várias das peças desfiladas no Met Gala 2026. Beyoncé, coanfitriã da edição, retornou ao evento dez anos depois de sua última participação. Para o momento, ela escolheu um vestido assinado por Olivier Rousteing, que se inspirou no quadro Visitor (1944), de Caroline Durieux.


Vestindo Prada, a atriz Hunter Schafer teve como referência o trabalho de Gustav Klimt no retrato de Mada Primavesi (1912). Quem também se inspirou na obra do pintor foi a cantora Gracie Abrams, a partir da pintura Retrato de Adele Bloch-Bauer I (1907).




Madonna, de Yves Saint Laurent, homenageou Leonora Carrington em uma representação do quadro The Temptation of St. Anthony, Fragment II (1945), enquanto Angela Bassett inspirou-se em Laura Wheeler Waring e sua obra Girl in Pink Dress (1927).




Veja outras inspirações:
Esculturas
Famosas esculturas também foram fonte de inspiração para algumas das produções mais aclamadas do Met Gala 2026. A modelo Anok Yai teve seu visual assinado por Pierpaolo Piccioli, da Balenciaga, que se inspirou na Nossa Senhora das Dores para a montagem dramática.

Já a empresária Yu-Chi Lyra Kuo escolheu um vestido de Jean Paul Gaultier, em referência à escultura Vitória de Samotrácia, também conhecida como Nice de Samotrácia, que representa a deusa grega Nice.


Quem também merece atenção é a atriz Heidi Klum, que se inspirou nas esculturas veladas italianas, especialmente na obra Dama Velada (1860), de Raffaele Monti, para o seu look no Met Gala. A produção foi assinada por Maike Marino.


Veja outras produções inspiradas em esculturas:
Outras referências
Para além das artes plásticas, outras expressões artísticas também inspiraram os convidados do jantar beneficente. A cantora Sabrina Carpenter escolheu homenagear um clássico do cinema. Ela usou um vestido da Dior confeccionado inteiramente com fitas de filme 35mm do longa Sabrina (1954), estrelado por Audrey Hepburn.

O ator Luke Evans se inspirou em um personagem do artista finlandês Tom of Finland, um dos maiores influentes da cultura gay do final do século XX, em um look de Palomo Wool. Já a designer de joalheria libanesa Sabine Getty replicou suas próprias mãos e corpo em uma peça inspirada pelos traços de Da Vinci. A produção foi assinada por Ashi Studio.



A atriz Blake Lively, conhecida por entregar produções de alto nível no evento, não decepcionou nesta edição. Ela usou um vestido de arquivo do Atelier Versace, criado originalmente em 2006, que ganhou modificações na cauda – com nada menos que quatro metros de comprimento. A peça foi inspirada nas pinturas rococó venezianas e nas igrejas barrocas.

Confira outras produções:








































