
Ilca Maria EstevãoColunas

Loja de roupas em Paris viraliza com porta entreaberta “para magras”
Vídeos mostram garotas passando pela porta propositalmente estreita de uma loja da Brandy Melville em Paris
atualizado
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Nas redes sociais, talvez você já tenha se deparado com vídeos que mostram uma loja com uma porta extremamente estreita quando está parcialmente aberta, que só permite a passagem de pessoas magras (vídeo abaixo). Trata-se de um estebelecimento parisiense da polêmica marca Brandy Melville, uma etiqueta feminina de fast fashion conhecida por oferecer somente um tamanho único, entre o que costuma ser o P e o PP das marcas tradicionais.
Apesar das críticas sobre a falta de inclusão e variedade, a etiqueta de origem italiana é um sucesso entre adolescentes. Vem entender!
Magreza como público-alvo
As críticas começam pelo conteúdo publicitário da Brandy Melville, concentrado em garotas brancas, magras e loiras. Modelos não-brancas são minoria nas fotos do Instagram da label. No caso da loja em Paris, na 71 Rue de Rannes, a limitação física gerada pela largura da porta entreaberta também costuma ser lida como um indicativo do público-alvo da marca, atrelado à magreza extrema.
Parte do público da etiqueta defende que há uma demanda de peças menores, tal como a de opções plus size. O fator polêmico, todavia, está na exclusividade de itens com tamanho pequeno, na corrente contrária dos valores de positividade corporal e inclusão, que ganharam ênfase na última década.



Impacto geracional
Entre as celebridades, a Brandy Melville tem clientes como as modelos Kendall Jenner e Kaia Gerber. Em termos de popularidade, a marca é comparada como o equivalente para a geração Z do que a Abercrombie & Fitch representou para os millennials – que, da mesma forma, vendia um estilo de vida associado a um determinado padrão de beleza.
Disponível na HBO Max, o documentário Brandy Hellville and the Cult of Fast Fashion estreou em 2021, a partir de uma denúncia do portal Business Insider sobre controvérsias nos bastidores da marca. Entre elas, detalhes que vão das práticas comerciais ligadas à discriminação – relatadas por ex-funcionários – até questões de impacto ambiental.










