Kylie Jenner é acusada de financiar machosfera com óculos da Meta
Empresária enfrenta críticas por financiar grupos extremistas de maneira indireta após assinar modelo de óculos inteligentes da Meta

A modelo e empresária Kylie Jenner se envolveu em mais uma polêmica após lançar uma parceria com a Meta para a criação de um modelo de óculos inteligentes. Agora, além do debate sobre consentimento e privacidade, que já vinha ganhando força na internet, Kylie está sendo acusada de financiar a chamada machosfera por meio dessa colaboração. Segundo internautas, a associação do acessório à empresária é uma forma de mascarar práticas de assédio e importunação sexual.
Vem entender!

Kylie Jenner e a machosfera
O debate sobre consentimento e privacidade já rondava a comercialização dos óculos inteligentes da Meta. Porém, com o crescimento de conteúdos mostrando personalidades ligadas à machosfera utilizando os óculos para filmar mulheres durante tentativas de abordagem aprofundou esses questionamentos.
A machosfera se caracteriza como um ecossistema digital que gira em torno do conceito de superioridade masculina, discursos antifeministas e conteúdos marcados pela desconfiança e pelo ódio direcionados às mulheres.

Segundo internautas, a parceria entre Kylie e a Meta serve para suavizar a percepção de perigo diante do grande público, além de demonstrar que a empresária não se importa com questões de privacidade em espaços públicos, já que os óculos inteligentes podem captar imagens sem consentimento.
Indo além, a Meta Glasses também busca tornar essa inovação acessível ao público, especialmente os óculos assinados por Kylie, que serão comercializados por US$ 299 (cerca de R$ 1.500).
Críticos afirmam que a colaboração é pensada para “passar a estética por cima da ética”, visto que Kylie é conhecida como um ícone fashion, e o modelo assinado pela influenciadora – Meta Starfire Kylie Edition – teve sua divulgação concentrada no aspecto fashionista da peça.
Argumenta-se ainda que a escolha de Kylie também é uma forma de atrair a audiência masculina, já que a integrante do clã Kardashian-Jenner é conhecida por sua beleza e estilo marcante.

Ver essa foto no Instagram
Os perigos em torno dos óculos da Meta
Desde os primeiros modelos de óculos inteligentes focados em captação em primeira pessoa, parte do público já questionava o real objetivo dessa inovação. Em 2026, isso se tornou ainda mais evidente, após a empresa Meta anunciar sua linha exclusiva de óculos, a Meta Glasses.
Os novos modelos, além das funções de fotografia e filmagem discretas, têm a tecnologia da inteligência artificial da Meta como diferencial.

Muitos acreditam que o material captado sem consentimento será usado para alimentar a IA, favorecendo a criação de conteúdos falsos e manipulados. Além do assédio e da importunação sexual, alguns argumentam ainda que os óculos tem o potencial de vazar informações sensíveis, como números de identidade e endereços.

Casos como o de prestadores de serviços no Quênia analisando e revisando clipes de vídeos gravados pelos óculos inteligentes; o experimento realizado por estudantes de Harvard, que modificaram os óculos e criaram um sistema capaz de expor o nome, o endereço, o número de telefone, a profissão e até os nomes de familiares de pessoas aleatórias na rua; e o uso do acessório por autoridades policiais na China são alguns dos episódios que alimentam as desconfianças e os alertas em torno dos óculos inteligentes.

















