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Ilca Maria Estevão

Havaianas se une à ONG Gerando Falcões e impulsiona arte de favelas

A marca de chinelos reuniu artistas de periferias para criar modelos exclusivos, por meio do projeto Quebrada Cria

18/03/2022 02:00, atualizado 11/05/2022 16:29
Havaianas/Divulgação
Havaianas seguradas

Com o objetivo de impulsionar a arte de favelas brasileiras, a Havaianas firmou uma parceria com a ONG Gerando Falcões. O resultado é o projeto Quebrada Cria, criado para fortalecer artistas de periferias pelo país. Os convidados criaram estampas exclusivas para chinelos da marca.

Vem ver!

Giphy/Havaianas/Divulgação

A Gerando Falcões funciona como um “ecossistema de ONGs” e rede de desenvolvimento social nas favelas. Atualmente, mais de 200 comunidades são apoiadas pela iniciativa.

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“A favela é a maior startup brasileira, um berço de inovação para esporte, arte, música, gastronomia e empreendedorismo”, destacou Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões, em comunicado. “A Havaianas abriu sua plataforma para retratar essa inovação e transformar em impacto social na ponta. Um case do que é ESG [Ambiental, Social e Governança, em português]. Referência de uma empresa e uma ONG combatendo juntas a pobreza em escala nas favelas”, completou.

Por meio do Quebrada Cria, quatro sandálias inéditas foram criadas. Os participantes são Luis World, de Nacional, na periferia de Contagem, em Minas Gerais); Wanatta, de Alto Vera Cruz, no leste de Belo Horizonte, também em Minas Gerais; Jamaikah, da Vila Helenita, em Viamão, no Rio Grande do Sul); e a dupla Robézio e Tereza, do Acidum Project, de Fortaleza e Caucaia, no Ceará.

Havaianas/DivulgaçãoEdu Lyra, fundador da ONG Gerando Falcões, segurando Havaianas
A Havaianas se juntou à ONG Gerando Falcões
Havaianas/DivulgaçãoEdu Lyra, fundador da ONG Gerando Falcões, com Havaianas
A rede de desenvolvimento social foi fundada por Edu Lyra
Havaianas/DivulgaçãoEdu Lyra, fundador da ONG Gerando Falcões, segurando Havaianas
A parceria pretende valorizar a arte de periferias
Havaianas/DivulgaçãoEdu Lyra, fundador da ONG Gerando Falcões, segurando Havaianas
Artistas de comunidades foram convidados para criar estampas exclusivas
Havaianas/DivulgaçãoEdu Lyra, fundador da ONG Gerando Falcões, segurando Havaianas
Os prints estampam chinelos inéditos

Um dos modelos, criado pelo duo Acidum Project, retrata a riqueza que eles enxergam nas pessoas e nas periferias do Nordeste. Já a obra de Luis World é a imagem de uma criança voando e carregando um coração. O desenho simboliza a esperança, a força e a liberdade.

Já Jamaikah buscou inspiração na infância: brincar na rua, ralar o joelho e olhar o céu cheio de pipas. Por último, a criação de Wanatta usou referências vindas de tatuagens, como um símbolo relevante das quebradas.

CEO da Alpargatas, Roberto Funari destacou que a ação também proporciona um canal de divulgação da arte periférica. “Mentes brilhantes nascem todos os dias no Brasil. A nossa marca Havaianas reconhece isso desde a sua criação, 60 anos atrás, e para incentivar novos talentos a mostrarem ao mundo sua arte, nos tornamos uma tela em branco”, apontou em nota à imprensa. “Como forma de continuar incentivando a Gerando Falcões a dar mais oportunidades a jovens artistas, 7% do lucro das vendas será destinado para a associação”, revelou.
Havaianas/DivulgaçãoEdu Lyra segurando Havaianas ao lado de Roberto Funari
Nesta imagem, Roberto Funari, CEO da Alpagartas, e Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões
Havaianas/DivulgaçãoPeças da Havaianas com a ONG Gerando Falcões
Os participantes são Luis World, Wanatta, Jamaikah, e a dupla Robézio e Tereza
Havaianas/DivulgaçãoMãos segurando sandálias Havaianas estampadas
As peças são repletas de significado
Havaianas/DivulgaçãoMão segurando sandálias Havaianas estampadas
Os itens já estão disponíveis

Os chinelos da coleção Quebrada Cria, da Havaianas com a Gerando Falcões, já estão disponíveis nas lojas físicas e no e-commerce da Havaianas. Também será possível encontrar as peças em pontos de venda das comunidades dos cinco artistas envolvidos no projeto.

“Para ampliar a presença dessas obras na favela, a marca venderá os produtos da coleção com um valor mais acessível nas regiões onde os artistas moram, assim como impulsionará a coleção nos mais de 250 mil pontos de vendas em todo o Brasil, oferecendo ainda mais visibilidade para eles”, ressaltou a etiqueta.


Colaborou Rebeca Ligabue