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Gucci na F1: a atração das grifes pela exclusividade do automobilismo
A escuderia Alpine adotará nome e cores da Gucci para temporada 2027 da Fórmula 1
atualizado
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A entrada da Gucci na Fórmula 1 marca mais um capítulo da aproximação cada vez maior entre o universo do luxo e o automobilismo. A grife italiana anunciou recentemente que será a patrocinadora master da equipe Alpine a partir de 2027, tornando-se a primeira maison de luxo a dar nome a uma equipe da principal categoria do automobilismo.
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Fórmula 1: luxo e velocidade
O movimento não acontece por acaso. Nos últimos anos, a Fórmula 1 deixou de ser apenas uma competição esportiva para se consolidar como um produto capaz de reunir entretenimento, celebridades, moda e experiências exclusivas.
O crescimento da audiência entre jovens consumidores e a transformação dos paddocks em vitrines de estilo ajudaram a atrair algumas das maiores marcas do mercado de luxo.
Louis Vuitton
Foi justamente essa convergência que levou o conglomerado francês LVMH a fechar um acordo global de 10 anos com a categoria. Desde 2025, marcas como Louis Vuitton, TAG Heuer e Moët & Chandon ocupam posições centrais dentro da experiência da F1, desde a cronometragem oficial até a cerimônia de premiação.
A Louis Vuitton, por exemplo, tornou-se patrocinadora principal do Grande Prêmio da Austrália e passou a assinar os famosos baús utilizados na entrega dos troféus. A presença da marca também se expandiu para áreas de hospitalidade e ativações exclusivas voltadas aos convidados mais disputados do paddock.

Um esporte de exclusividade
A Fórmula 1 oferece algo raro para as marcas de luxo: uma audiência global altamente aspiracional. A categoria realiza etapas em destinos associados ao consumo premium, como Mônaco, Miami, Abu Dhabi e Singapura, além de reunir empresários, celebridades e consumidores de alta renda em um mesmo ambiente.

Mais do que exposição de marca, as empresas enxergam a Fórmula 1 como uma plataforma de construção de desejo. O acordo entre Gucci e Alpine prevê não apenas a presença visual da grife nos carros, mas também a criação da Gucci Racing, iniciativa voltada para experiências, produtos e projetos que conectem luxo e esporte.
O resultado é um cenário em que os limites entre moda, entretenimento e automobilismo ficam cada vez mais tênues. Se antes as grifes observavam a Fórmula 1 à distância, agora elas disputam espaço dentro do próprio grid.















