Geração Z é a que mais critica publicidades feitas com IA, diz estudo
Pesquisa da Bentley-Gallup aponta que adultos da geração Z consideram publicidades com IA pouco autênticas e atrativas

Um estudo recente concluiu que os adultos da geração Z são os mais críticos em relação a publicidades criadas com inteligência artificial. Realizada pela Bentley-Gallup, nos Estados Unidos, a pesquisa ouviu mais de 3 mil pessoas. Entre os entrevistados de 18 a 29 anos, 66% disseram ter uma visão negativa sobre campanhas publicitárias feitas com IA. Já entre aqueles de 45 a 59 anos, o índice foi de 38%.
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Geração Z e as propagandas de IA
Em agosto de 2026, a Gallup, empresa especializada em pesquisa de opinião pública e consultoria de gestão, divulgou os resultados de um levantamento realizado em maio, em parceria com a Universidade Bentley. O estudo analisou a percepção dos consumidores sobre o uso de inteligência artificial em anúncios. No total, 49% dos entrevistados avaliaram negativamente esse tipo de publicidade.
Entre os jovens de 18 a 29 anos, a resistência aumenta conforme a tecnologia ganha espaço no processo de criação. Para 60%, é inaceitável usar IA para produzir textos finais, imagens e vídeos de uma publicidade. Quando a ferramenta é utilizada para criar pessoas e vozes, a reprovação chega a 73%.
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Por que a geração Z rejeita a IA?
O resultado contraria a expectativa de parte dos profissionais de marketing, que acreditavam que os consumidores mais jovens teriam maior tolerância — ou até preferência — por campanhas produzidas com inteligência artificial.
Uma das possíveis explicações está na percepção de falta de autenticidade. Acostumados desde cedo às redes sociais e às ferramentas digitais, esses consumidores podem identificar com mais facilidade conteúdos produzidos artificialmente e rejeitar peças que considerem excessivamente artificiais ou pouco genuínas.

Isso não significa, porém, que a tecnologia seja rejeitada em qualquer situação. O levantamento mostra que o uso da IA como ferramenta de apoio ao processo criativo, na elaboração de ideias e esboços iniciais, é mais bem recebido. A resistência aparece principalmente quando a ferramenta assume integralmente a produção do conteúdo.

IA na moda
A inteligência artificial também ganhou espaço no universo da moda, inclusive em campanhas de grandes marcas. Em 2026, a Gucci lançou uma campanha inteiramente produzida com IA, enquanto a Guess contratou uma agência especializada na tecnologia para criar modelos virtuais para uma nova coleção.

A expansão também chegou a outras marcas e varejistas. A Zara passou a utilizar modelos e avatares gerados por IA para promover peças em coleções virtuais e no e-commerce. Já a Renner adotou ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na produção de conteúdos visuais e na personalização de campanhas.













