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Ilca Maria Estevão

Festival Nordestesse chega à segunda edição em Brasília

Projeto idealizado por Daniela Falcão reúne criativos nordestinos de moda, design, arte e gastronomia. Evento vai até 28 de abril

26/04/2022 15:30, atualizado 10/12/2022 11:22
NORDESTESSE/Divulgação
Homens e mulheres artistas organizados em uma fila para tirar foto. Cada um segura um trabalho seu, como quadros e roupas

O projeto Nordestesse, que tem como objetivo divulgar novos criativos dos nove estados do Nordeste, realiza a segunda edição do seu festival em Brasília entre os dias 26 e 28 de abril. Na capital federal, a multimarcas Quadra será a anfitriã do evento, que acontecerá no Lago Sul.

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Giphy/Matheus Veloso/Especial Metrópoles

Enxergar o Nordeste para além de um destino de férias: esse é o principal objetivo do Nordestesse, projeto criado pela jornalista Daniela Falcão. A baiana – que estudou jornalismo na Universidade de Brasília (UnB), mas fez carreira em São Paulo, onde comandou a revista Vogue Brasil e outros títulos da Edições Globo Condé Nast – viu uma lacuna no que tangia aos criativos nordestinos.

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Com uma proposta inteligente, o Nordestesse é muitos em um: é uma plataforma que produz conteúdos, que faz curadoria de artistas e marcas, e que ainda materializa toda essa potência em ações presenciais. Com menos de um ano de vida, já soma no currículo parcerias com a Magazine Luiza, capa na revista Vogue Brasil e até eventos fora do país, em Portugal e no Uruguai. 

Festival NORDESTESSE/Divulgação
O primeiro Festival Nordestesse ocorreu em São Paulo, na multimarcas Pinga. Em seguida, o projeto veio para a Quadra, em Brasília. Acima, Daniela Falcão (sentada no chão, ao centro) com os criativos nordestinos
Matheus Veloso/Especial MetrópolesDuas mulheres brancas posando para foto. A primeira possui os cabelos longos e ondulados, em um tom de caramelo. A segunda tem o cabelo liso e curto. Ambas vestem roupas estampadas
A alagoana Pat Justino, criadora da multimarcas Quadra, tornou-se a anfitriã oficial do Nordestesse em Brasília
Festival NORDESTESSE/Divulgação
O Rio de Janeiro foi o último destino do projeto em 2021. Acima, estilistas responsáveis pelas marcas Rebeca Sampaio, Meninos Rei e Santa Resistência
Especial Dia das Mães

A ideia de trazer o Festival Nordestesse – nome do evento presencial – para Brasília foi natural, uma vez que a cidade herdou um pouco da cultura de cada estado nordestino. A primeira edição, que ocorreu em novembro de 2021, atraiu a atenção pela novidade e pela curadoria de peças, acredita Daniela Falcão.

“Para esta segunda edição, ampliamos o portfólio com mais marcas de moda e de decoração, tudo pensado para o Dia das Mães”, explica à coluna. A jornalista destacou o sucesso da Tramei, etiqueta potiguar que tem como carro-chefe as cadeiras espaguetes de ferro modernizadas, que volta para a nova edição do evento; e a entrada da pernambucana Olha a Trela, que trabalha com itens para festa –  de toalhas a copos e pratos – pintados à mão. 

Tramei/DivulgaçãoMulher branca com cabelo liso e louro e mulher negra com cabelo cacheado amarrado em coque conversando na praia. Elas estão sentadas em cadeiras de praia e usam maiôs coloridos
As cadeiras da potiguar Tramei vão da praia à sala de casa
Maroca/DivulgaçãoMãe e filha, ambas mulheres brancas de cabelo preto, fazendo um piquenique. Elas usam roupas estampadas com desenhos dos quadros de Tarsila do Amaral
A pernambucana Maroca Desenha é outro nome que estreia nesta edição do Festival Nordestesse
Olha a Trela/DivulgaçãoFesta de aniversário de criança com mesa de doces e bolos, bandeirinhas de decoração e uma barraca para as crianças brincarem
Também pernambucana, a Olha a Trela nasceu para criar peças alegres para festas infantis que não recorressem aos desenhos norte-americanos
Moda com raiz

Outro sucesso da última edição que retorna à Brasília é a marca homônima da estilista baiana Adriana Meira. Túnicas, vestidos e jaquetas ganham desenhos afetivos e repletos de ancestralidade. A Casa Aika foi outra que bombou, provavelmente por fazer roupas para mulheres e todos os corpos e idades. A cearense SAU, dona de um beachwear moderno, também faz o seu comeback.

Já a baiana Ateliê Mão de Mãe, que tem como carro-chefe um crochê que sai do lugar comum, faz seu début no evento. Outros três nomes potiguares também estreiam: DePedro, que transforma os ricos bordados do Rio Grande do Norte em peças contemporâneas; Bia Souza, que cria uma moda minimalista, mas alegre e via; e FunFit, que usa tecidos nobres como linho e algodão sustentável no segmento fitness.

Ateliê Mão de Mãe/DivulgaçãoMulher negra com cabelo cacheado amarrado em um coque posando para foto na praia. Ela usa saia, top e casaco, tudo de crochê marrom. As roupas são da marca Ateliê Mão de Mãe.
A marca baiana Ateliê Mão de Mãe foi um dos destaques da última edição do São Paulo Fashion Week
DePedro/DivulgaçãoHomem negro com cabelo black power posando para foto em fundo branco. Ele veste camisa e calça, tudo branco com desenhos de olho grego. As peças são da marca DePedro.
As criações da DePedro exaltam as técnicas e os bordados tradicionais do sertão do Rio Grande do Norte
Casa Aika/DivulgaçãoMulher branca e loura posando para foto em uma cadeira e com fundo marrom. Ela usa um vestido de botões abertos e uma calça, tudo em tom de linho cru. Usa, ainda, colar e pulseiras de esferas de madeira. As peças são da marca Casa Aika.
A fluidez é um dos pontos fortes das peças da Casa Aika. A cearense faz sucesso com vestidos e cafetãs
Serviço

A segunda edição do Festival Nordestesse acontecerá de 26 a 28 de abril no Lago Sul, na multimarcas Quadra. Na terça-feira (26/4), começa às 15h e vai até 20h e, nos demais dias, vai das 11h às 20h.

Q.U.A.D.R.A: SHIS QI 13, conjunto 7, casa 8, Lago Sul

Para outras dicas e novidades sobre o mundo da moda, siga @colunailcamariaestevao no Instagram. Até a próxima!

Colaborou Carina Benedetti