Por Ilca Maria Estevão, Rebeca Ligabue, Sabrina Pessoa, Marcella Freitas, Carina Benedetti e Luiz Maza

Fendi investe em pesquisa para desenvolver “couro” à base de queratina

A etiqueta do grupo LVMH se uniu ao Imperial College London e à Central Saint Martins para a criação de protótipos do novo tecido biotêxtil

atualizado 08/05/2022 15:30

Cabelo visto em microscópioLVMH/Divulgação

Reconhecido pela alta durabilidade, o couro é uma das matérias-primas mais requisitadas na confecção de artigos de moda, principalmente os de luxo. Enquanto várias labels banem o uso de pele animal nas coleções, alternativas ecológicas seguem em amplo crescimento na indústria. Por isso, pesquisas em laboratório exploram novas opções sustentáveis. Entre as mais recentes, está o couro à base de queratina. 

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@uofcalifornia/Giphy/Reprodução

O estudo explora a proteína fibrosa cultivada em laboratório e é apoiado pelo conglomerado de luxo LVMH, que detém a marca Fendi, por trás da empreitada. A poderosa dupla se uniu a um grupo de instituições de Londres, na Inglaterra, para desenvolver o “couro”.

Em comunicado à imprensa, o grupo de luxo francês sinalizou o trabalho com o colégio de tecnologia Imperial College London e a escola de moda e arte Central Saint Martins. O projeto foi descrito como “uma colaboração estratégica que aproveita o potencial da pesquisa acadêmica em design e ciência para criar protótipos de novos biotêxteis”.

Vitrine de loja com prateleiras rechadas de bolsas
O grupo LVMH e a marca Fendi anunciaram uma colaboração de pesquisa acadêmica em ciência do design para prototipar novos biotêxteis

 

Modelo desfilando em passarela segurando uma bolsa de couro preta
Além da dupla, as escolas Imperial College London e Central Saint Martins somam ao time

 

Modelo desfilando em passarela usando roupas de couro
A pesquisa terá a duração de dois anos

 

Modelo desfilando em passarela usando roupas de couro
E terá a queratina como base, para desenvolver novo “couro” sustentável

A novidade foi anunciada no Dia da Terra, celebrado anualmente em 22 de abril. Com duração de dois anos, a pesquisa busca explorar o design e a criação de novos tecidos biotêxteis. A LVMH também destaca a importância de investigar novas maneiras de trabalhar com microrganismos para sustentar e regenerar o meio ambiente.

De acordo com a publicação, é a primeira vez que a queratina serve como base para um estudo que desenvolve fibras capazes de imitar uma variedade de materiais de luxo, incluindo peles. “Estamos ativa e constantemente engajados na pesquisa e no desenvolvimento de novos recursos que podem oferecer opções ainda mais sustentáveis”, acrescentou Serge Brunschwig, presidente e CEO da Fendi.

Mulher branca andando na rua com uma bolsa de couro preta
Segundo o grupo LVMH, esta é a primeira vez que a queratina é foco de um estudo no mercado de luxo

 

Mulher parda andando na rua com vestido em couro
A proteína também chama a atenção pelas fibras

 

Mulher branca andando na rua com uma bolsa de couro preta
O grupo pretende que esta seja a primeira de outras pesquisas

 

Mulher branca andando na rua com uma bolsa de couro marrom
“A colaboração entre líderes mundiais em seus campos visa criar um produto totalmente novo que ajude a proteger o planeta”, destacou em comunicado o LVMH

A parceria entre as empresas abre portas para o desenvolvimento de pesquisas em um luxo regenerativo. “É emocionante iniciar esta nova colaboração com a líder de luxo LVMH e Fendi, e uma especialista líder mundial em biodesign, professora Carole Collet, da Central Saint Martins”, finalizou Tom Ellis, professor de engenharia no Colégio Imperial de Londres.

 

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Colaborou Sabrina Pessoa

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