Copenhagen Fashion Week tem programação focada em marcas iniciantes
CPHFW dedica programas inteiros a revelar novos estilistas, dando a eles o mesmo palco de marcas já consolidadas na moda dinamarquesa

A 20ª edição do Copenhagen Fashion Week teve início nessa segunda-feira (3/8). Desde 2018, o CPHFW tornou a sustentabilidade parte do próprio formato do evento. Em 2020, criou exigências obrigatórias para as marcas participantes; em 2024, endureceu os critérios com sua estratégia de sustentabilidade, incluindo diretrizes de diversidade na contratação e um código de conduta trabalhista. Agora, novos estilistas são destaque na edição.
Vem conferir!

Quinta capital da moda
O CPHFW levou a cidade ao patamar de quinta capital da moda e ajudou a lançar marcas como Ganni, Cecilie Bahnsen, Stine Goya e Baum und Pferdgarten. Posicionada estrategicamente no calendário da moda — em agosto para primavera/verão e em janeiro para outono/inverno —, Copenhague abre o circuito antes das demais semanas, consolidando sua reputação como uma das principais antecipadoras de tendências.

Primeiro dia
No primeiro dia desta que é a maior edição da história, com 36 desfiles e apresentações ao longo de quatro dias (3 a 7 de agosto), um dos grandes destaques foi o desfile da Stem, marca que integra o CPHFW NEWTALENT — um programa de longo prazo voltado a acompanhar e apoiar o crescimento de marcas em estágio inicial dentro do calendário oficial. A Stem questionou como as roupas são produzidas: modelos desfilaram devagar, em contraponto direto à moda rápida, em meio a uma instalação feita a partir de camisetas usadas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Ver essa foto no Instagram
Já a Anne Sofie Madsen, também integrante do CPHFW NEWTALENT, trouxe silhuetas fluidas e transparentes com cortes diferenciados. O desfile marca um contraponto à coleção anterior: em janeiro, o desfile Ghostly Matters projetava um futuro perdido, de tom mais sombrio; já a nova coleção, intitulada The New Desire, trouxe uma expressão mais suave do estilo dinamarquês, com um tom mais esperançoso.
Segundo dia
O segundo dia de programação, nesta terça-feira (4/8), movimentou a capital dinamarquesa e reuniu marcas já consolidadas, novos talentos e instituições de ensino reconhecidas internacionalmente — tudo isso reforçando o papel do CPHFW como uma das principais vitrines da moda nórdica.

A etiqueta homônima de Paolina Russo, fundada pela designer canadense de mesmo nome e pela francesa Lucile Guilmard, foi uma das apostas mais aguardadas do dia. A marca, com sede em Londres, constrói coleções a partir de um imaginário lúdico e futurista, sempre permeado por preocupações com inovação têxtil e sustentabilidade. Na coleção SS27, a narrativa acompanha uma protagonista que passa as férias na casa dos avós costurando colchas durante o dia e frequentando uma pista de skate à noite. O contraste entre essas referências traduz uma atmosfera que dialoga perfeitamente com o espírito da geração Z. Um diferencial do desfile foi a sua abertura ao público.
Ver essa foto no Instagram
A Royal Danish Academy também integrou o dia, representando a força do ensino de moda dinamarquês dentro do calendário oficial. Na iniciativa One to Watch (que destaca marcas por uma temporada determinada), novos talentos como Sson, Renè e Taus apresentaram suas coleções.

Enquanto a Renè apresentou silhuetas amplas com construções bem executadas, a Skall Studio apostou em uma estética campestre, sempre contrastando com o visual moderno.
Ver essa foto no Instagram

Street style
Do minimalismo funcional às cores e estampas mais ousadas, o estilo de rua de Copenhague virou referência global, e a primavera de 2027 promete manter essa mistura de contrastes nas ruas ao redor das passarelas.































