
Ilca Maria EstevãoColunas

Conheça Lauren Wasser, caso de superação que estreou no Met Gala
Modelo teve pernas amputadas e usa próteses douradas no lugar; Lauren chamou a atenção ao estrear no Met Gala
atualizado
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A participação da modelo Lauren Wasser no Met Gala de 2026 garantiu um ar de representatividade em meio à série de problemáticas do evento. Lauren chegou ao tapete vermelho com seu par de próteses metálicas douradas, usadas para substituir as pernas que foram amputadas anos atrás. O público não só comentou sobre a peça inusitada, como também destacou a inclusão no tradicional evento.
Vem saber mais!

História de superação
Lauren Wasser é uma modelo da Califórnia que teve as pernas amputadas devido a uma infecção causada por um absorvente interno. Anos atrás, Lauren começou a ter sintomas semelhantes ao de uma gripe forte, porém, ao ser levada ao hospital, ela descobriu que desenvolveu a síndrome do choque tóxico, uma rara infecção bacteriana e potencialmente fatal.
Lauren teve falência renal e ataque cardíaco, com os médicos dando poucas chances de sobrevivência. Para reverter a situação foi necessário amputar a perna direita. Entretanto, ela ainda sentia muitas dores, então, em 2018, a perna esquerda foi amputada.

Mesmo passando por um período complicado de saúde física e mental, Lauren voltou com seus trabalhos de modelo, agora, portando um par de pernas douradas metálicas. As próteses se tornaram marca registrada, com ela recebendo o apelido The Girl With Golden Legs (A garota com pernas douradas, em tradução livre).

Depois desse episódio, Lauren passou a lutar e se envolver em iniciativas que prezam pela maior transparência médica nos produtos menstruais e de higiene feminina.
Met Gala inclusivo
Em 2026, além da onda de protestos, o Met Gala ficou marcada pela inclusão, fato que ocorreu pela primeira vez no evento. Além da presença de Lauren, essa edição teve acessibilidade para pessoas de cadeira de rodas, assim como teve um comitê de oficial pensado em inclusão liderado pela ativista Sinéad Burke, uma mulher que também porta uma deficiência.


Junto com o tapete vermelho, a exposição do Met deste ano teve a exibição de manequins diversos, com duas designers brasileiras integrando o acervo da exposição.










