com Rebeca Ligabue, Hebert Madeira e Sabrina Pessoa

Colar tecnológico emite avisos para manter o distanciamento social

A tecnologia indiana monitora a segurança da proximidade do usuário com outras pessoas e alerta por meio de sinais visuais ou sonoros

atualizado 29/08/2020 9:30

Pescoço com colar tecnológicoArchitecture Discipline/Divulgação

Apesar da reabertura do comércio e de outras atividades, o distanciamento social ainda é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde. Imagine se, no dia a dia, um acessório pudesse ajudar você na tarefa de manter a distância ideal de outras pessoas. Essa é a proposta da gargantilha sChoker, tecnologia desenvolvida na Índia que emite um sinal visual ou sonoro quando detecta proximidade com outras pessoas.

Vem comigo saber mais detalhes!

@wgarratt/Giphy/Divulgação

O que é o sChoker

O estúdio multidisciplinar indiano Architecture Discipline é responsável pelo protótipo, que pode ter uma grande utilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva. Por meio de sinais térmicos simples, o acessório de fibra de carbono é capaz de fazer um monitoramento em 360º de pessoas e animais próximos. Dessa forma, se torna um grande aliado do distanciamento social.

Os nomes por trás do choker especial incluem o arquiteto Akshat Bhatt, chefe do estúdio, Amit Gupta e Pankaj Kumar. “Enquanto o mundo ainda está lutando para encontrar maneiras de lidar com a pandemia, o que é evidente é que o distanciamento social veio para ficar e o fato de que mudará nosso modo de vida de algumas maneiras para sempre”, afirmaram, em declaração conjunta.

Colar tecnológico sChoker
Colar tecnológico desenvolvido por uma empresa indiana promete ajudar no distanciamento social

 

Colar tecnológico sChoker
A ideia do acessório, chamado sChoker, é emitir avisos visuais ou sonoros caso o usuário mantenha uma proximidade perigosa de outras pessoas

 

Colar tecnológico sChoker
Exemplo de alerta visual do colar. Ele foi criado na intenção de ajudar, especialmente, pessoas com deficiência visual ou auditiva

 

Pessoas na rua em faixa de pedestres
Mesmo com a reabertura de diversas atividades, o distanciamento social ainda é recomendado pela Organização Mundial da Saúde
Como funciona

Por meio do detector infravermelho passivo (PID, na sigla em inglês), a gargantilha monitora o ambiente com três perspectivas de proximidade, representadas por cores. Na zona verde, o usuário está mantendo um nível seguro, mas deve ficar alerta quando entrar na zona amarela. A vermelha é a mais potencialmente arriscada e deve ser evitada.

Também são três as etapas de monitoramento da peça: Sense, Map e Indate. A primeira é uma análise da temperatura dos objetos que estão no campo de visão da peça. Depois, esse dado é convertido pelo chip microprocessador em uma escala de proximidade que vai de 0 (vermelha) a 2 (verde).

Por fim, na terceira e última etapa, o aparelho envia um sinal ao usuário, que pode ser transmitido em som ou de forma visual, seja na própria peça – com as cores – ou por intermédio de um aparelho, como um smartphone. Os movimentos não atrapalham a detecção. Além disso, o objeto funciona de forma discreta e anônima.

Pessoas na rua com máscaras
O distanciamento é medido pelo dispositivo por meio de detector infravermelho passivo (PID, na sigla em inglês)

 

Escalas de distanciamento social do colar sChoker
Ele mede uma escala de três níveis de proximidade: segura (verde), média (amarela) e perigosa (vermelha)

 

Colar tecnológico sChoker
O aviso sonoro pode ser emitido pela conexão Bluetooth em smartphones, por exemplo

 

Colar tecnológico sChoker
Futuramente, o sChoker pode ganhar outras versões em diferentes materiais

 

Inspiração para o design

A inspiração para o design da peça vem de itens similares oriundos de diferentes tribos e culturas ao redor do mundo. Entre elas, gargantilhas da tribo africana Ndebele e pulseiras de prata do Rajastão (Índia), usadas pelas mulheres.

Futuramente, o sChoker pode ganhar diferentes materiais, incluindo couro, plástico e látex, por exemplo. Por enquanto, ele segue com um modelo mais básico, impresso em 3D com fibra de carbono, ou feita com moldagem CNC. Por dentro, o acessório tem dispositivos como chip microprocessador, baterias, sensor e LED indicador, além do Bluetooth, para conexão com relógios inteligentes ou smartphones. A extensão da peça pode ser ajustada por meio de uma alça.

Em maio, a Catedral de Florença investiu em uma ideia parecida, com um dispositivo que vibra e emite sinais sonoros quando um visitante se aproxima de outro. A peça também é pendurada pelo pescoço. Veja no vídeo abaixo:


Colaborou Hebert Madeira

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