China proíbe uso de Labubu em bancos como instrumento de marketing

Orientação do regulador financeiro na China partiu após um banco oferecer um Labubu como parte de uma promoção para novos clientes

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Labubu em vitrine - Metrópoles
1 de 1 Labubu em vitrine - Metrópoles - Foto: VCG/VCG via Getty Images

Diante de um cenário de queda nas margens de lucro e nas taxas de juro, usar “mimos” para atrair clientes virou uma estratégia para o setor bancário na China. Entre eles, os populares bonecos Labubu, que se tornaram uma obsessão mundial. Como resultado, a filial da Administração Nacional de Regulamentação Financeira em Zhejiang pediu que bancos parem de atrair credores dessa forma, por meio de vantagens.

Vem entender o contexto!

Labubu em vitrine - Metrópoles
A obsessão pelo Labubu virou assunto até para autoridades financeiras na China

 

Promoção com Labubu

Recentemente, o boneco da fabricante chinesa Pop Mart fez parte de uma estratégia do Ping An Bank. O banco, com sede em Shenzhen, ofereceu um pacote de presentes e um Labubu versão 3.0 para quem, durante três meses, fizesse depósitos de 50 mil yuans. O órgão regulador financeiro chinês emitiu a orientação depois da promoção, que valia para clientes de várias cidades do país.

Na rede social local Xiaohongshu (ou RedNote, como também é conhecida), a campanha do banco viralizou. A preocupação da entidade reguladora é que isso aumente os custos para os bancos e, com isso, as margens de lucro sejam prejudicadas. Além do brinquedo, os presentes nesse tipo de estratégia podem incluir assinaturas, pequenos aparelhos domésticos eletrônicos e até arroz.

Labubu em vitrine - Metrópoles
Labubu exposto em vitrine de loja na China

 

Economia chinesa

Em maio, o banco central chinês diminuiu as taxas de juros pela primeira vez desde outubro, para minimizar o impacto da guerra comercial com os Estados Unidos na economia local. Em seguida, para proteger as margens de lucros bancárias, que estão em um nível historicamente baixo, as taxas de depósito tiveram teto reduzido pelas autoridades.

Loja da Pop Mart, fabricante do Labubu, na China - Metrópoles
Loja da fabricante do boneco, Pop Mart

 

Demanda na China

Na China, sede da fabricante do monstrinho, os exemplares esgotam em segundos nas lojas físicas da Pop Mart e também no site. Em maio, agentes alfandegários do país apreenderam malas com dezenas de exemplares do Labubu, possivelmente para revenda. Desde abril, 460 unidades foram confiscadas.

No Reino Unido, também no mês passado, a venda do brinquedo chegou a ser suspensa temporariamente em lojas físicas para evitar filas e brigas. A decisão foi comunicada oficialmente pela própria operação britânica da Pop Mart. No mercado de revenda, a peça pode custar centenas de euros.

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Seja como simples boneco, seja como acessórios, os monstrinhos viraram artigo de luxo
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Seja como simples boneco, seja como acessórios, os monstrinhos viraram artigo de luxo

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Origem do Labubu

Criado pelo artista Kasing Lung em 2015, o boneco foi lançado em uma linha de brinquedos pela Pop Mart em 2018. As embalagens do produto não revelam a versão que vem dentro da caixa. Pendurado em bolsas mundo afora, o acessório com caretas e dentes afiados ganhou adeptas até entre as celebridades, a exemplo das cantoras Rihanna, Lisa (do grupo Blackpink) e Dua Lipa.

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