
Ilca Maria EstevãoColunas

Bad Bunny no Super Bowl: entenda simbolismos dos figurinos e cenários
Bad Bunny fez história no Super Bowl 2026 com uma performance que celebrou a cultura porto-riquenha por meio de figurinos e simbolismos
atualizado
Compartilhar notícia

Bad Bunny foi a grande atração do intervalo Super Bowl nesse domingo (8/2). Em apresentação histórica e com audiência recorde, o artista porto-riquenho celebrou suas raízes latinas por meio de referências nos cenários e figurinos. O show contou ainda com a participação de celebridades como Lady Gaga, Pedro Pascal, Karol G e Ricky Martin e deixou claro o posicionamento político de Benito em meio ao cenário estadunidense atual.
Vem saber mais!

Figurino Zara
Bad Bunny conquistou o posto de artista mais ouvido no Spotify em 2025, superando nomes como Taylor Swift e The Weeknd. Com sonoridade rica em ritmos latinos, o músico se destaca por unir ativismo, identidade cultural, inovação artística e looks fashionistas.

Para o Super Bowl 60, sediado na Califórnia, Benito optou por um visual da marca espanhola Zara. Em parceria com os stylists Storm Pablo e Marvin Douglas Linares, o cantor entrou em campo com um look creme desenhado por Janthony Oliveras.

Composto por duas peças, o visual do artista contou com uma camisa estilo jersey de futebol americano — incluindo o sobrenome de sua mãe, Ocasio, e o número 64 —, e calça. Nos pés, Bad Bunny usou um par de calçados Adidas que faz parte de sua nova coleção em parceria com a marca. No quesito acessórios, o cantor usou um relógio Audemars Piguet Royal Oak Selfwinding e uma corda amarrada na cintura, no lugar de um cinto.


Convidados especiais
Para a surpresa do público, Lady Gaga fez uma aparição durante a performance de Benito. A participação da cantora rendeu uma versão no ritmo de salsa do hit Die With a Smile — canção em parceria com Bruno Mars.

Na ocasião, Gaga usou um vestido azul da etiqueta Luar, assinado pelo estilista dominicano Raul Lopez. O visual foi acessorizado com um broche de flor de maga: a flor nacional de Porto Rico.

Celebridades como Pedro Pascal, Karol G, Ricky Martin, Cardi B, Jessica Alba, Alix Earle e Young Miko também estiveram em campo para participar da apresentação de Bad Bunny.


Veja mais celebridades que marcaram presença no Super Bowl:
Simbolismos culturais
Bad Bunny entregou uma performance recheada de simbolismos culturais. A cenografia da apresentação contou com um vasto campo de grama, servindo de homenagem aos trabalhadores rurais porto-riquenhos e à agricultura da ilha.

A performance também fez referência ao prêmio conquistado por Benito de Álbum do Ano no Grammy 2026. Em determinado momento, o cantor entrega o gramofone para uma criança, fortalecendo a noção de representatividade cultural.

Todos os detalhes da apresentação foram pensados para levar um pedaço de Porto Rico para o Super Bowl. Ao fim da performance, Benito proferiu a frase “Deus abençoe a América” e, em seguida, listou os países que compõem o continente americano enquanto dançarinos carregavam bandeiras de cada uma das nações.


Contexto político
No Grammy 2026, realizado em 1°/2, Bad Bunny foi vencedor de três prêmios. Entre eles, o de Álbum do Ano com o projeto Debí Tirar Más Fotos. Nos discursos, o cantor deixou claro seu posicionamento com relação às políticas migratórias de Donald Trump.
“Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos humanos e somos americanos”, afirmou Bad Bunny em discurso no Grammy 2026.

Benito declarou “Fora, ICE”, em resposta às deportações de estrangeiros nos Estados Unidos. No intervalo do Super Bowl, o artista retomou o discurso em protesto à administração de Trump com a frase “a única coisa mais poderosa que o ódio, é o amor”.

























